sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Economia brasileira desacelera no 2o tri e cresce 0,8%


Economia brasileira desacelera no 2o tri e cresce 0,8%

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 12:25 BRT
 
(Corrige no 1o parágrafo a expansão do 1o trimestre para 1,2 por cento em lugar de 1,3 por cento)
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da economia brasileira desacelerou no segundo trimestre deste ano, para 0,8 por cento na comparação com o primeiro trimestre, quando a expansão havia sido de 1,2 por cento.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também informou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho cresceu 3,1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado na comparação anual desde o terceiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,8 por cento.
Os dados vieram dentro do esperado, mas a expectativa é de que, daqui para frente, continuem arrefecendo.
"Para os próximos meses, nossa previsão é de continuidade de um menor dinamismo, não vemos espaço para recuperar com esse cenário de câmbio (valorizado). A crise internacional pode ter algum impacto (no terceiro trimestre sobre a economia), mas a gente não trabalha com esse cenário ainda", afirmou o economista da Tendências Rafael Bacciotti.
Ele prevê uma média de crescimento nos terceiro e quarto trimestres de 0,9 por cento, contra média de 1 por cento nos primeiro e segundo trimestres"
Economistas consultados pela Reuters esperavam crescimento de exatamente 0,8 por cento do PIB na comparação com o primeiro trimestre --com as previsões oscilando de 0,7 a 0,9 por cento-- e de 3,2 por cento em relação ao segundo trimestre de 2010 --com respostas de 2,9 a 3,5 por cento.
A Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida dos investimentos, cresceu 1,7 por cento no segundo trimestre, em comparação com o primeiro trimestre, sendo que na comparação anual, o avanço foi de 5,9 por cento.
Já o consumo das famílias, um dos principais motores da economia brasileira, cresceu 1,0 por cento no segundo trimestre --acima do 0,7 por cento visto no primeiro trimestre--, enquanto o consumo do governo aumentou 1,2 por cento. Na comparação anual, as expansões foram de 5,5 e 2,5 por cento, respectivamente.
O IBGE informou ainda que a indústria registrou alta de 0,2 por cento no segundo trimestre sobre o primeiro, e de 1,7 por cento sobre abril e junho de 2010, enquanto o setor de serviços cresceu 0,8 por cento entre abril e junho passados, sobre o primeiro trimestre, e na comparação anual, 3,4 por cento.
Já a agropecuária teve retração de 0,1 por cento no segundo trimestre deste ano e ficou estável na comparação anual.O
Os dados mais fracos da economia divulgados nesta sexta-feira, segundo os especialistas, ainda não mostram efeitos da crise internacional atual, que tornou-se mais aguda a partir de julho.
Isso deve ocorrer mais para frente, cenário com o qual trabalha também o Banco Central (BC) que, nesta quarta-feira, surpreendeu ao reduzir a Selic em 0,5 ponto para 12 por cento ao ano, alegando que as condições externas se deterioraram muito.
Essa redução dos juros, por sua vez, também só deve agir sobre a atividade mais adiante.
"A gente não tem um impacto imediato sobre a economia desse corte de juro (no terceiro trimestre). Ele deve se refletir mais no fim do ano, no quarto trimestre, principalmente se o BC reduzir novamente, porque aí tem um efeito psicológico sobre consumidores e indústria", afirmou a economista da ICAP Brasil Inês Filipa.
(Por Rodrigo Viga Gaier e Stuart Grudgings)

2 comentários:

  1. O Brasil precisa tomar medidas para a queda do crescimento econômico, afinal a crise que ainda não atinge nossa economia, no entanto, vem crescendo no cenário mundial podendo bater em nossa porta a qualquer momento. Creio que no final do ano ainda teremos surpresa não muito boa em nossa economia com as medidas governamentais como a redução da taxa de juros e se a crise não melhorar.

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  2. O Brasil precisa tomar medidas para a queda do crescimento econômico, afinal a crise que ainda não atinge nossa economia, no entanto, vem crescendo no cenário mundial podendo bater em nossa porta a qualquer momento. Creio que no final do ano ainda teremos surpresa não muito boa em nossa economia com as medidas governamentais como a redução da taxa de juros e se a crise não melhorar.

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