terça-feira, 27 de novembro de 2018

A 'caixa-preta' do BNDES



                "Se o povo brasileiro acha que o Petrolão foi o maior escândalo de todos os tempos do país, esperem até ver o que fizeram no BNDES", dizia uma imagem que viralizou no WhatsApp dias antes do segundo turno das eleições presidenciais. A imagem vinha acompanhada de diversas outras que mostravam supostas obras financiadas pelo banco no exterior - algumas com a frase "ah, se fosse no Nordeste", com o símbolo $ no lugar do "s". Em postagem no Twitter em 8 de novembro, Bolsonaro assumiu o compromisso de "abrir a caixa-preta do BNDES" logo no início do governo, e "revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos".
                A resposta simples é que o banco, de fato, mantinha muitos dados em segredo e se recusava a fornecer informações. Mas isso mudou a partir de 2015, após grande pressão da imprensa e de órgãos de controle. Desde então, o BNDES divulga detalhes sobre seus empréstimos - não só os atuais, mas também os passados, englobando as operações feitas durante os governos do PT.
                "O BNDES está sendo muito sincero e transparente sobre o que está acontecendo no banco. Por incrível que pareça, o BNDES está hoje até mais avançado que outros bancos internacionais", explica Sérgio Lazzarini, economista do Insper, que estuda a relação entre os setores público e privado e analisa dados do banco há mais de uma década.
                O Tribunal de Contas da União (TCU), órgão federal que fiscaliza as contas públicas, diz que passou a receber do banco "todas as informações que lhe foram requisitadas" - diferentemente do que ocorria antes de 2015, quando "diversas informações e documentos solicitados pelo tribunal eram negadas pelo BNDES". TCU e BNDES lançam neste mês, inclusive, uma nova plataforma de dados, mostrando o fluxo de desembolsos de cada empréstimo ao longo do tempo.
                Assim, a maior parte das informações que os críticos pleiteiam já está disponível online. Por outro lado, há quem queira mais detalhes, como informações sobre a análise de risco sobre os tomadores de empréstimo. No entanto, o BNDES alega que esses dados são protegidos por sigilo fiscal e bancário e que sua divulgação traria consequências para o mercado de capitais. Em outras palavras, ao ter sua classificação de risco divulgada, as empresas podem ter seus negócios impactados. A decisão sobre divulgar ou não esses dados está sendo analisada pela Justiça.



Para ler mais sobre o assunto, acesse: Existe uma 'caixa-preta' do BNDES, como diz Bolsonaro?

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Demanda fraca do petróleo causa queda em seu preço

        "Quando o mercado acionário cai 8 ou 9%, isso tende a evocar imagens de uma economia global fraca e isso alimenta as expectativas de uma demanda de petróleo mais fraca do que o esperado." - Jim Ritterbusch, dono da Ritterbusch and Associates.
        Isso mostra o efeito da demanda sobre o preço dos produtos, comprovando a teoria explicada em sala de aula sobre Oferta x Demanda. A medida que se observa uma diminuição na demanda por um produto, verifica-se também, normalmente, a queda do preço do mesmo. No caso apresentado, isso não é diferente. Com rumores de uma demanda baixa por petróleo, percebeu-se uma queda de 6% no preço do mesmo nessa terça-feira (20).
        Os preços do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) encerraram a sessão em queda de US$3,77, ou 6,6%, a US$53,43 por barril. O contrato chegou a cair 7,7% durante a sessão, e tocou US$52,77 o barril, a menor cotação desde outubro de 2017.
        Mais informações podem ser obtidas acessando-se o link a seguir

        Preços do petróleo caem 6%, com preocupações sobre demanda




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Paulo Guedes afirma que renegociar dívida pública está 'fora de questão'


     Indicado para o cargo de ministro da Economia do futuro governo Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes afirmou na terça-feira, dia 6, que está "fora de questão" a nova gestão renegociar a dívida pública. Bolsonaro disse, em entrevista à Band, na segunda-feira, que a dívida interna não é "impagável", mas precisa ser renegociada. Na entrevista, o presidente eleito falou que, "um bom ministro da Economia" poderia conduzir essas renegociações de forma bastante responsável. 
     O futuro ministro da Economia ressaltou que houve um mal-entendido por parte de Bolsonaro. Segundo Paulo Guedes, "não se pensa nisso", ainda que exista uma preocupação do novo governo com a dívida pública. "Durante a campanha, falei que tinha uma despesa de juros demasiada, de US$ 100 bilhões por ano. [...] Falei tantas vezes que o presidente pode ter entendido que íamos renegociar a dívida, mas isso está fora de questão", declarou a jornalistas.
     O futuro ministro da Fazenda também declarou que o novo governo vai sondar a atual legislatura do Congresso Nacional para ver se é possível aprovar o texto da reforma da Previdência apresentado pelo presidente Michel Temer. "Vamos sondar a classe política para ver se conseguimos aprovar isso [atual versão da reforma]. Do ponto de vista econômico, é extraordinário. É um bom fecho para o governo anterior, você desentope o horizonte de dúvidas e o Brasil já entra crescendo no ano que vem", declarou Guedes.
     Caso não seja possível aprovar a atual versão da reforma da Previdência, o futuro comandante da economia afirmou que o próximo governo apresentará uma proposta diferente. Guedes defendeu a implantação de um regime de capitalização, no qual o cidadão deve poupar para garantir sua própria aposentadoria. No modelo atual, de repartição, os trabalhadores atuais pagam os benefícios dos aposentados.

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Sergio Moraes/Reuters


     Para ler mais sobre o assunto, acesse: Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes diz que está 'fora de questão' renegociar dívida pública

sábado, 3 de novembro de 2018

Entenda o que é o PIB e o PNB

        O crescimento de um país é algo que interessa a todos os cidadãos do mesmo, o que, em parte, significa maior produção da Indústria e da Agropecuária e maior atividade nos Serviços. Com isso, há uma tendência a se observar um declínio da taxa de desemprego e um aumento na confiança de empresários estrangeiros que cogitam investir no Brasil. Portanto, é de muito interesse se ter uma forma de medir o crescimento de um país, e, para isso, existe o PIB (Produto Interno Bruto) e o PNB (Produto Nacional Bruto).
        Apesar de esses dois índices possuírem o objetivo de medir o crescimento de determinado território em um intervalo de tempo (geralmente utilizado para medir o crescimento de um país em um ano ou trimestre), os dois diferem entre si por um considerar um fator e o outro desconsiderá-lo (PIB e PNB, respectivamente). Esse fator é a RLEE (Renda Líquida Enviada ao Exterior), que é a medida de tudo aquilo que empresas e pessoas naturais de outros países que não sejam aqueles onde o crescimento está sendo medido, produzem. Sendo assim, um país que possua muitas empresas multinacionais em seu território (como é o caso do Brasil) tende a utilizar o PIB como medidor de crescimento, já que a renda que a sede dessas empresas no exterior recebe será computada no cálculo, aumentando o seu valor. Por outro lado, países que possuem muitas empresas nacionais com filiais no exterior tendem a utilizar o PNB como indicador de crescimento, já que o somatório de renda enviado por estrangeiros para fora do país não será de grandeza muito impactante.
        É importante esclarecer que a RLEE trata-se da subtração da Renda Bruta Enviada ao Exterior pela Renda Bruta Recebida do Exterior, podendo ela, portanto, ser de sinal negativo, como seria no caso de países com muitas empresas sediadas em seu território com filias no exterior.
        Para mais informações sobre PIB e PNB, acesse o link da matéria a seguir:

        Entenda o que é o PIB e como ele é calculado