terça-feira, 28 de agosto de 2018

Você tem o costume de poupar?

        Quando ouve-se essa pergunta, a maioria dos brasileiros deve sentir um friozinho na barriga e pensar: 'Nossa... eu tenho que passar a guardar uma grana...". Isso é dito pois, segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), no mês de junho desse ano apenas 18% dos brasileiros pouparam algum valor de suas rendas. Pra piorar, 73% dos entrevistados disseram que terminaram o mês sem nenhuma reserva!
        Então pessoal, vamos tentar diminuir esse percentual! É difícil? Sim, claro! Mas há algumas dicas práticas que podem ajudá-los a conseguir juntar uma graninha todo mês. Aqui vão elas:

1 - Faça um diagnóstico financeiro;
2 - Corte gastos;
3 - Reduza as despesas fixas;
4 - Antecipe as despesas extras;
5 - Procure programas de lazer mais baratos;
6 - Tenha em mente: pequenas despesas, grandes gastos!;
7 - Compartilhe despesas;
8 - Tome cuidado com planos de fidelidade;
9 - Pague as contas no mesmo dia;
10 - Busque outras fontes de renda;
11 - Ates de comprar, conserte; e
12 - Separe um dia por mês para não comprar nada.

        Não consegue ver sentido nessas dicas? Nos links a seguir você pode ler as explicações de como colocar as dicas em prática e sobre a pesquisa realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil:

Está faltando dinheiro? Veja 12 dicas para poupar, mesmo ganhando pouco

Apenas 18% dos brasileiros pouparam em junho, diz indicador da CNDL   

      

domingo, 26 de agosto de 2018

Por que o PIB não é boa medida de bem-estar

O PIB, Produto Interno Bruto, é um indicador econômico usado, grosso modo, para medir a geração de riqueza. "Ele nos ajuda a saber quanto vamos arrecadar em impostos e, portanto, quanto o governo pode gastar em serviços como saúde e educação", observa Athow.
David Pilling, editor do jornal britânico Financial Times, observa que "o PIB não faz distinção entre uma boa atividade econômica e uma atividade econômica ruim". Há muitas coisas que são boas para a economia e que não são boas para a sociedade. Por exemplo: se há mais crimes, paga-se mais aos advogados e à polícia, e isso conta no PIB.
O PIB acabou por ser muito diferente de sua intenção original, ou seja, sua medida de bem-estar econômico acabou virando uma medida da atividade na economia.
Criado durante a Grande Depressão americana, o conceito se tornou popular graças às Nações Unidas. “Eclodiu a Segunda Guerra Mundial e o influente economista britânico John Maynard Keynes disse: 'Eu não preciso saber quanto de bem-estar existe, porque estamos em guerra. O que preciso saber é o quanto a economia pode produzir e o mínimo essencial que as pessoas precisam consumir, para saber quanto sobra para financiar a guerra’", explica Coyle.




terça-feira, 14 de agosto de 2018

Boas-vindas / 5 Frases de Presidenciáveis Sobre Economia

     Primeiramente, gostaria de dar as boas-vindas em meu nome e da monitora Thalita aos alunos da disciplina Economia (ECO034) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) a mais um período de muitas batalhas e desafios, mas também de muito informação sobre a economia do Brasil e do mundo de maneira simples e divertida.
     Começaremos com uma seleção de frases de presidenciáveis das eleições desse ano sobre a economia. Será que os mesmos estão falando a verdade? Será que estão desinformados? Ou será que disseram tais frases apenas para passar uma boa impressão ao eleitorado? É o que analisou o Truco – projeto de fact-checking (checagem de veracidade de informações) da Agência Pública – sobre as frases ditas pelos cinco políticos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto (Bolsonaro, Alckmin, Ciro, Marina e Lula). Seguem tais frases e a definição que a Agência Pública as deu:

“Metade dos trabalhadores hoje estão na informalidade.” – Jair Bolsonaro (PSL), no programa Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV! - EXAGERADA;

“Hoje, 17 estados brasileiros estão quebrados.” – Ciro Gomes (PDT), em entrevista para o programa Hora do Voto, da TV Gazeta - EXAGERADA;

“O Brasil [tem participação de] 1% do mercado exterior.” – Geraldo Alckmin (PSDB), no programa Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV! - SEM CONTEXTO;

“Éramos a oitava economia [do mundo]. Hoje somos a nona.” – Marina Silva (REDE), no programa Central das Eleições, da GloboNews - FALSA;

“A gente aumentou o salário mínimo em 74%.” – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em discurso durante a caravana em Curitiba - SUBESTIMATIVA.

     A análise mais completa dessas frases se encontra no link a seguir: 5 frases dos candidatos a presidente sobre economia.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

28,7 milhões de brasileiros passam a ter direito ao PIS/Pasep a partir de hoje

        Seguindo a estratégia do Governo quando o mesmo liberou os saques de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que colocaram cerca de R$43 bilhões na economia, o presidente Michel Temer assinou, na última semana, um decreto que amplia a possibilidade de saque de contas inativas do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) para pessoas a partir dos 57 anos (servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando esses programas foram criados, até 1988). Até então, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro do titular da compra.
        Os saques poderão ser feitos entre os dias 14 e 28 de setembro e têm como objetivo o impulsionamento da economia, já que um total de R$34,3 bilhões poderão ser sacados. Esses recursos estarão disponíveis para saque no BB (Banco do Brasil) ou na Caixa Econômica Federal.
        A notícia na íntegra pode ser acessada pelo link:

        Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia


terça-feira, 22 de maio de 2018

Afinal, o WhatsApp ganha dinheiro?

O WhatsApp foi criado com base nos princípios "Sem anúncios! Sem jogos! Sem truques!", e tal frase norteava a estratégia de negócios da empresa até o momento. Entretanto, com o anúncio da saída de um dos fundadores da empresa, Jan Koum, esses princípios podem ser deixados de lado, o que sinalizaria novos rumos para a empresa comprada pelo Facebook em 2014. 
A divergência interna em um dos aplicativos mais usados do mundo se dá em meio a uma pressão crescente de investidores para que Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, prove que estava certo ao pagar US$ 22 bilhões para comprá-lo. 
Uma das razões pelas quais, mesmo sendo tão popular, o WhatsApp opera no vermelho é o fato de ser totalmente gratuito. O aplicativo já foi pago no passado, mas em 2016 a empresa deu fim a qualquer tipo de cobrança, por acreditar que isso impedia o aumento do número de usuários. "Receita não era uma preocupação de Zuckerberg, senão ele não teria comprado uma empresa que havia dado um prejuízo de US$ 130 milhões no ano anterior. Ele disse que esperaria o primeiro bilhão de usuários para pensar em como tornar o aplicativo rentável." 
Apesar de ainda não gerar renda, o WhatsApp gera benefícios para o Facebook. "O WhatsApp torna o Facebook mais valioso, porque empresas assim são avaliadas pela base de usuários e a frequência de uso, que, no caso do WhatsApp, só crescem", explica Tripoli. Além disso, o aplicativo também ajuda a tornar o sistema de propaganda da rede social mais eficiente, pois informa há quanto tempo uma pessoa usa o aplicativo de mensagens, com que frequência faz isso, qual é a versão do programa que está instalada no celular e ainda fornece o número de celular, o país em que o usuário está e o tipo de telefone e sistema operacional usados.
Enquanto não possui nenhuma forma de ganhar dinheiro, o aplicativo de mensagens testa outras saídas. Em janeiro, lançou o WhatsApp Business, voltado para pequenas e médias empresas. Essa versão do programa é gratuita e oferece algumas vantagens, mas o diretor de operações do aplicativo afirma que está nos planos "cobrar de empresas no futuro". 
O WhatsApp também testa um sistema de pagamentos na Índia, onde tem 200 milhões de usuários, que permite às pessoas enviar e receber dinheiro por meio do programa. O aplicativo de mensagens WeChat já oferece esse serviço na China. 
Uma estimativa feita pela consultoria Trefis Team, publicada pela revista Forbes em novembro, estima que o WhatsApp pode vir a ter uma receita de US$ 5,2 bilhões a US$ 15,6 bilhões se adotar as estratégias usadas por outros aplicativos de mensagens. 
Concorrentes como Line e WeChat faturam a partir de um mix de publicidade, jogos, serviços de pagamentos e compras feitas por meio do programa. Isso iria contra os valores da empresa, mas eles podem estar ficando no passado, junto com seus fundadores, avalia Guissoni: "Não vai ter outra alternativa, vão ter que abrir mão de alguma coisa".


Tela do Google com pesquisa sobre o WhastApp


Para ler mais sobre o assunto, acesse: Como o WhatsApp ganha dinheiro?

sexta-feira, 18 de maio de 2018

PIB X PNB

        Como visto em sala de aula na disciplina ECO034 (Economia) da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), o PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicadores econômicos de uma região (geralmente um país) e é dado por:

    PIB = C + I + G + (X - M), com

C: Consumo Familiar;
I: Investimento Privado, ou seja, gastos das empresas;
G: Gasto Governamental; e
(X - M): Balança Comercial, que é o resultado das exportações menos o valor das importações.
     
        Porém, existe um outro indicador financeiro de grande importância, principalmente para os países mais desenvolvidos: o PNB (Produto Nacional Bruto). Este consiste em tudo aquilo que é produzido em determinado território (renda devido à produção) em um período de tempo decrescido da Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE), ou seja 

PNB = PIB - RLEE.

        A RLEE consiste na diferença entre toda a renda que é enviada ao exterior por empresas estrangeiras com filiais instaladas em território nacional e toda a renda que é recebida do exterior pela matriz de empresas nacionais que possuem filiais instaladas no exterior, ou seja,

RLEE = REE - RRE, com

REE: Renda Enviada ao Exterior; e
RRE: Renda Recebida do Exterior.

        Mais informações podem ser obtidas lendo-se a matéria "Qual a diferença entre PIB e PNB?" .




        

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Inúteis: a nova classe de pessoas

        Já pensou se encontrar numa situação em que aquilo que você sabe fazer é agora feito por robôs e você não consegue se reinventar e se qualificar para as funções demandadas por um mundo cada vez mais automatizado? Então, isso é o que ocorrerá com uma boa parcela da sociedade até 2050, segundo Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor do livro 'Sapiens - Uma Breve História da Humanidade'.
        Segundo Yuval, com o avanço da inteligência artificial, muitos profissionais não apenas ficarão desempregados, como também não serão mais empregáveis. Com isso, uma nova classe de pessoas se formará, a qual ele chama de 'inúteis' (então, a música do Ultraje a Rigor fará ainda mais sentido, concorda?) em seu artigo publicado no The Guardian, intitulado 'O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho'. O interessante é a capacidade do autor em explicar como essa parcela da sociedade se manterá satisfeita e ocupada, nos mostrando o quanto uma grande parte da sociedade atual já vive em estado muito parecido com o que essa parcela viverá.
        Ele explica que as pessoas se entreterão através de jogos de realidade virtual em 3D, jogos esses que ele compara com as religiões: "Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos (...)". Porém, uma comparação ainda mais ampla que ele faz com tais jogos é com o consumismo. Na sociedade atual, se você compra carros novos, roupas de grife, viaja para o exterior nas férias, você está somando pontos e, assim, 'ganhando' de várias pessoas da sociedade.
        O professor finaliza seu raciocínio dizendo que o sentido da vida sempre foi uma história ficcional criada por humanos, e que o fim do trabalho não significará necessariamente o fim do mesmo, sendo que ele será encontrado no mundo pós-trabalho na realidade virtual criada por computadores ou por religiões e ideologias: "Você realmente quer viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, perseguindo metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Goste disso ou não, esse já é o mundo que vivemos há centenas de anos.".
        A matéria na íntegra pode ser acessada pelo link a seguir

        "Uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis"