Quando se pensa em Dubai, logo se vem na mente a imagem de arranha-céus gigantes, ilhas artificias, carros exóticos e xeiques bilionários com seus tigres de estimação e lanchas. Isso porque a cidade virou uma riquíssima metrópole em poucos anos, como pode ser visto num timelapse feito a partir de imagens tiradas de um satélite, a partir de uma mudança de estratégia dos Emirados Árabes Unidos em ter o turismo e ramos comerciais distintos como fonte de renda para o país, visto a iminente secagem dos poços de petróleo da região.
Iniciou-se, pois, uma gigante injeção de capital para a possibilitação dessa estratégia econômica para a região. Porém, será que mesmo uma região de grandes riquezas e renome como Dubai está imune à crises econômicas? A resposta é: não! Até mesmo países com as 'costas quentes' podem ter surpresas econômicas desprazerosas, visto a grande conectividade da economia mundial atual e a dinamicidade do mercado econômico.
Por exemplo,em Dubai, percebeu-se uma diminuição das transações imobiliárias de R$60 bi, que representa 21,5% de toda a receita gerada por essas transações entre os anos de 2017 e 2018. Além disso, o número de turistas à cidade ficou estagnado em 16 milhões nesse mesmo período.
Para a Capital Economie, consultoria com sede em Londres, Dubai é sensível às tensões comerciais mundiais, à desaceleração regional e à recessão do Irã como consequências das sanções aplicadas pelo governo dos EUA.
Mais informações podem ser vistas na notícia ''Dubai se esforça para redirecionar sua economia e atrair investimentos estrangeiros''.
Espaço para interação e discussão com os alunos da disciplina de economia introdutória (ECO034) oferecida pela Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora, sob orientação do Prof. Ângelo Cardoso Pereira.
sábado, 5 de outubro de 2019
domingo, 22 de setembro de 2019
Um Novo Choque do Petróleo.
O ataque a uma refinaria na Arábia Saudita no último sábado causou pânico nos mercados da commoditie. Este causou uma redução de 5,7 milhões de barris por dia ou mais 5% do suprimento mundial e devido a isso, o preço do petróleo teve a maior alta diária desde a Guerra do Golfo.
O ataque foi realizado por um grupo de rebeldes iemenitas que supostamente recebem apoio do Irã. Causando assim mais instabilidade e aumento a tensão entre os as duas principais potência locais(Irã e Arábia Saudita). O ataque foi motivado pela fato da Arábia Saudita liderar uma coalizão que apoia o governo do Iêmen na lutra contra o grupo rebelde.
No Brasil, uma possível consequência pode ser o aumento do preço dos combustíveis já que a Petrobras adota uma política de preços atrelada ao preços internacionais do petróleo. Além do que, com o aumento do preço da commoditie não só há um aumento da arrecadação por parte do governo como também ganhos maiores com os royalties. Ademais, um aumento da incerteza na produção mundial pode aumentar a atratividade pelo leilões do pré-sal que serão feitos até o final do ano.
O ataque foi realizado por um grupo de rebeldes iemenitas que supostamente recebem apoio do Irã. Causando assim mais instabilidade e aumento a tensão entre os as duas principais potência locais(Irã e Arábia Saudita). O ataque foi motivado pela fato da Arábia Saudita liderar uma coalizão que apoia o governo do Iêmen na lutra contra o grupo rebelde.
No Brasil, uma possível consequência pode ser o aumento do preço dos combustíveis já que a Petrobras adota uma política de preços atrelada ao preços internacionais do petróleo. Além do que, com o aumento do preço da commoditie não só há um aumento da arrecadação por parte do governo como também ganhos maiores com os royalties. Ademais, um aumento da incerteza na produção mundial pode aumentar a atratividade pelo leilões do pré-sal que serão feitos até o final do ano.
Para saber mais clique aqui.
domingo, 15 de setembro de 2019
Monopólio: muito bom para poucos e ruim para muitos
É de ciência da maior parte das pessoas que o monopólio se trata de uma estrutura de mercado na qual uma única empresa domina determinado mercado, e, com isso, na maioria das vezes, consegue atingir lucros exorbitantes sem a necessidade de investir pesado em avanços tecnológicos e inovações comerciais. Muitas das vezes o monopólio é mantido pelo simples fato de não haver nenhum outro grupo com capital suficiente para iniciar um negócio de proporções que atendam a todo um grande mercado (a nível nacional, por exemplo). No entanto, é de se assustar que ainda existam mercados monopolísticos não por falta de concorrentes interessados em participar do mesmo, mas porque há LEIS que garantem à determinada empresa esse privilégio! Isso mesmo, leis que, a grosso modo, visam privilegiar determinadas empresas e que travam a possibilidade de outras prestarem serviços de maior qualidade e mais baratos à população!
Triste, né? Pois é. Mas foi exatamente uma lei dessas (6.538/78) que foi interpretada como constitucional pelo STF na última discussão sobre a mesma, há dez anos. Caso a história tivesse sido diferente, provavelmente não teríamos visto os Correios sendo usados como fonte de dinheiro para campanhas políticas e pagamentos de propinas para diversos empresários. Isso porque, para se adaptar à concorrência, os Correiros teriam de tornar sua gestão mais eficiente para continuar tendo uma parcela dos clientes que estejam à procura de serviços postais.
A boa notícia é que foi aberta uma discussão sobre a privatização dos Correios juntamente com o fim do monopólio do mercado de correspondências, fazendo nascer um pontinho de esperança que teremos serviços mais eficientes e mais baratos para postagens em breve. Vai que a moda pega e não acontece isso com a Petrobrás também, ein? = ) Enquanto isso, tem quem ainda apoie um mercado monopolista (aff...), no qual a população não tem a opção por produtos substitutos e há barreiras à entradas de novas firmas, como pode ser lido na notícia a seguir.
O estatismo de Dilma, a provatização dos Correios e a Amazon
Triste, né? Pois é. Mas foi exatamente uma lei dessas (6.538/78) que foi interpretada como constitucional pelo STF na última discussão sobre a mesma, há dez anos. Caso a história tivesse sido diferente, provavelmente não teríamos visto os Correios sendo usados como fonte de dinheiro para campanhas políticas e pagamentos de propinas para diversos empresários. Isso porque, para se adaptar à concorrência, os Correiros teriam de tornar sua gestão mais eficiente para continuar tendo uma parcela dos clientes que estejam à procura de serviços postais.
A boa notícia é que foi aberta uma discussão sobre a privatização dos Correios juntamente com o fim do monopólio do mercado de correspondências, fazendo nascer um pontinho de esperança que teremos serviços mais eficientes e mais baratos para postagens em breve. Vai que a moda pega e não acontece isso com a Petrobrás também, ein? = ) Enquanto isso, tem quem ainda apoie um mercado monopolista (aff...), no qual a população não tem a opção por produtos substitutos e há barreiras à entradas de novas firmas, como pode ser lido na notícia a seguir.
O estatismo de Dilma, a provatização dos Correios e a Amazon
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Produtividade e Mercado Informal
No âmbito da discussão de crescimento econômico é de quase unanimidade que a produtividade tem papel central. Esta, pode ser compreendida como o quanto uma economia pode criar de valor com base em vários fatores,como emprego e estoque de capital.
Com a estagnação da economia brasileira nos últimos anos e por consequência o crescimento do setor informal, o país apresentou queda na produtividade por trabalhador.Esse fenômeno pode ser entendido basicamente pelo número crescente de pessoas que estão subempregados,isso significa que o indivíduo exerce uma função abaixo do que seu nível de qualificação. Um exemplo prático disso é uma pessoa com nível superior que está trabalhando, devido a crise, como motorista de aplicativos.Isso é uma problema para a economia já que nesse emprego, a pessoa não está sendo tão produtiva quanto poderia e, portanto, não agrega seu valor máximo a produção nacional.
Analisando o cenário internacional o quadro é ainda pior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) durante os anos de 2011 e 2018, 78% dos países tiveram um crescimento médio da produtividade superior ao do Brasil, sendo este o pior resultado desde a década de 1950.
Para saber mais clique aqui.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Acordo Mercosul / União Européia: opiniões diferentes
No último dia 28 de julho o maior acordo comercial entre os dois maiores blocos econômicos da Europa e da América do Sul foi concretizado, gerando uma série de discussões, muitas delas favoráveis ao acordo firmado e outras bastante pessimistas quanto ao mesmo. Antes que esse acordo fosse concretizado, passaram-se 20 anos de discussões e ajustes de ofertas por ambas as partes até que, em Bruxelas, o acordo é assinado.
Dentre declarações contrárias e a favor do acordo, destacamos as de uma matéria postada no blog do site Dictomia, que procura levantar temas polêmicos e coletar depoimentos de especialistas do assunto com opiniões contrárias. Nesse assunto em particular, foram coletadas declarações de Márcio Pochmann, economista, professor na Universidade de Campinas (UNICAMP); Vladimir Fernandes Maciel, economista, doutorado em Administração Pública e Governo; e Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e agricultor, coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Agronomia de São Paulo.
Segundo Márcio Pochmann, a União Européia (UE) terá a primazia de exportar seus produtos manufaturados de maior valor agregado, enquanto o Mercosul se especializará mais na produção de bens de menor valor agregado, que são os bens do agronegócio. Já para Vladimir Fernandes, a agroindústria seria, de fato, beneficiada em detrimentos dos setores industriais, porém, tendo em vista o princípio de vantagens corporativas, isso não seria uma questão negativa, pois se você se especializa naquilo que tem vantagem, consegue utilizar melhor os recursos a longo prazo e ter uma produção mais eficiente e ter uma cesta de consumo mais barata para os consumidores finais. Por último, segundo Roberto Rodrigues, o acordo fez-se relevante ao Brasil, principalmente por estar ausente do jogo do comércio internacional: a ALCA (Área Livre de Comércio das Américas) foi desativada, não há participação na TPP (Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica) e não havia acordos bilateriais importantes.
Mais informações podem ser obtidas através do link Acordo Mercosul e União Europeia.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Taxa básica de juros brasileira atinge mínima histórica
A taxa Selic é fundamental em vários aspectos da economia brasileiro, sendo utilizada como base para o cálculo desde o juros do cartão de crédito até o juros pagos pelo governo aos detentores da dívida pública nacional.
Tendo isso em mente, a decisão de reduzir a taxa Selic de 6,5% para 6,% ,tomada pelo Comitê de Política Monetária(COPOM) na seu último encontro no dia 31 de julho, é extremamente relevante para o país.Embora já antecipada pelos mercados a decisão foi comemorada por estes. É válido citar alguns impactos práticos desta decisão tais como: a redução do juros do cartão de crédito, uma possível variação positiva no consumo das famílias e a realização de novos investimentos por parte das empresas.
Porém,como explica o próprio COPOM a manutenção e uma possível outro corte de juros depende de tanto fatores internos quanto externos. Das causas externas é válido citar a continuação das reformas econômicas propostas pelo governo e a expectativas de baixa inflação. Já no âmbito externo uma desaceleração da economia global e incertezas causadas principalmente pelo guerra comercial entre os EUA e a China e o Brexit.
Para saber mais clique aqui.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
O tratado UE-Mercosul
Depois de 20 anos de negociações, o acordo comercial entre a união europeia e o Mercosul foi firmado na ultima sexa-feira(28/6),no entanto,este ainda não entrará em voga imediatamente dependendo da aprovação do parlamento europeu e dos parlamentos nacionais dos estados membros do Mercosul.
Alguns pontos a serem destacados são a isenção de impostos de aproximadamente 90% dos produtos transacionados entre os dois blocos,a ampliação do grau de liberdade do comércio de serviços e a possibilidade da participação de empresas desses blocos participarem em licitações públicas nos países membros.
Para saber mais detalhes clique aqui.
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