Em meio à crise, o corte de gastos públicos tem sido a solução proposta para os diversos setores da Economia. Contudo, para que esse critério não seja arbitrado de forma atécnica, é necessário realizar uma definição criteriosa do que vem a ser, de fato, um gasto ou o que a médio e longo prazo pode-se tornar investimento.
A exemplo disso, temos os gastos governamentais com a saúde. Essa esfera, segundo recentes estudos apontados pelo site "Carta Capital", possui um dos maiores multiplicadores fiscais, em que para cara R$1 (um real) aplicado no setor obtém-se, em média, R$1,70 (um real e setenta centavos) em crescimento econômico no PIB. Dessa maneira, realizar cortes nessa área poderia, além de gerar externalidades negativas, configurar uma desaceleração na Economia.
No site apontado acima tem essas e outras análises, inclusive apontando a recente Reforma Trabalhista (13 de novembro do corrente ano) como uma causa de retrocesso econômico e social, ante a não averiguação dos impactos que decisões como a alteração das normas trabalhistas causarão no país a curto e médio prazo. Confiram.
Espaço para interação e discussão com os alunos da disciplina de economia introdutória (ECO034) oferecida pela Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora, sob orientação do Prof. Ângelo Cardoso Pereira.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Organizações acadêmicas lançam programa que pode mudar o Brasil
"Se o Brasil se tornar uma grande potência sem uma grande universidade de ponta a nível mundial, será o primeiro caso da história de um grande país.". Baseado nesse trecho do documento Produtivismo Includente, Empreendedorismo de Vanguarda, da extinta secretaria de assuntos estratégicos da Presidência da República, foi que um grupo de organizações acadêmicas construiu o Índice de Universidades Empreendedoras com o objetivo de dar parte da solução para tornar o Brasil um país melhor, mais ético, colaborativo, educador e competitivo, com governos melhores, empresas melhores e universidades melhores, a partir de uma postura pragmática, trabalhando todos os dias para que isso aconteça.
A frente idealizadora do projeto, composta pela Brasil Júnior, Rede CsF, Aisec, Brasa e Enactus, possui como objetivo principal dar novos estímulos para a educação superior. No entanto, mais do que isso, querem trazer diretrizes pragmáticas e cases de sucesso nacionais e internacionais que podem ser aplicados diretamente nas universidades brasileiras, seja por meio do protagonismo acadêmico, de políticas públicas ou da sociedade de forma geral.
O documento consiste em um manual que pode ser analisado e aplicado por todos que vislumbram universidades mais empreendedoras, gerando um intercâmbio hígido entre os atores da tripla hélice (governo, empresas e universidades) e desenvolvendo cada vez mais a sociedade. Segue o link para download do arquivo explicativo do programa para informações mais aprofundadas, incluindo o Índice de Universidades Empreendedoras em si e sua metodologia de elaboração.
PDF - Universidades Empreendedoras
A frente idealizadora do projeto, composta pela Brasil Júnior, Rede CsF, Aisec, Brasa e Enactus, possui como objetivo principal dar novos estímulos para a educação superior. No entanto, mais do que isso, querem trazer diretrizes pragmáticas e cases de sucesso nacionais e internacionais que podem ser aplicados diretamente nas universidades brasileiras, seja por meio do protagonismo acadêmico, de políticas públicas ou da sociedade de forma geral.
O documento consiste em um manual que pode ser analisado e aplicado por todos que vislumbram universidades mais empreendedoras, gerando um intercâmbio hígido entre os atores da tripla hélice (governo, empresas e universidades) e desenvolvendo cada vez mais a sociedade. Segue o link para download do arquivo explicativo do programa para informações mais aprofundadas, incluindo o Índice de Universidades Empreendedoras em si e sua metodologia de elaboração.
PDF - Universidades Empreendedoras
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Você consegue poupar dinheiro? A psicologia explica.
O blog de hoje traz uma postagem do site "Por quê? - Economês em bom português" que se baseou em uma pesquisa para aferir o que a psicologia demonstra daqueles que não conseguem poupar dinheiro.
Em síntese, averiguou-se que cerca de 75% dos brasileiros não conseguiriam obter a quantia de R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) se estivessem em uma situação de extrema necessidade, ante a não reserva de dinheiro e consciência de imprevistos. Constatou-se, também, que uma parcela ínfima da população retém alguma renda pensando no futuro de médio ou longo prazo.
O referido site aponta para o fato de que, além das condições financeiras, há, ainda, questões psicológicas relacionadas à dificuldade de poupar de grande parcela populacional.
Algumas dessas causas são: a dificuldade de renunciar ao agora para ter um futuro melhor e a necessidade de viver apenas o presente. Confiram as explicações no link anexo acima. Nele também consta o porquê se sugere poupar e como conseguir realizar isso.
Em síntese, averiguou-se que cerca de 75% dos brasileiros não conseguiriam obter a quantia de R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) se estivessem em uma situação de extrema necessidade, ante a não reserva de dinheiro e consciência de imprevistos. Constatou-se, também, que uma parcela ínfima da população retém alguma renda pensando no futuro de médio ou longo prazo.
O referido site aponta para o fato de que, além das condições financeiras, há, ainda, questões psicológicas relacionadas à dificuldade de poupar de grande parcela populacional.
Algumas dessas causas são: a dificuldade de renunciar ao agora para ter um futuro melhor e a necessidade de viver apenas o presente. Confiram as explicações no link anexo acima. Nele também consta o porquê se sugere poupar e como conseguir realizar isso.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
RLEE e suas implicações na balança comercial
No estudo da teoria macroeconômica, mais especificamente, da
teoria de contas nacionais, existe um índice que é um excelente indicador de
qual papel determinado país exerce no comércio internacional: o de provedor de
mão-de-obra, menos provido de tecnologia de ponta e importador da mesma; ou o
de exportador de tecnologia nacional, que geralmente comercializa produtos de
alto valor agregado, produzidos por empresas de sua nacionalidade dentro ou fora
de seus limites territoriais (multinacionais). Esse indicador é a Renda Líquida
Enviada ao Exterior (RLEE).
A RLEE é composta pela Renda Bruta Enviada ao Exterior (RE) –
parcela dos rendimentos que os estrangeiros (pessoas ou empresas), instalados no país em análise, enviam ao seu país de origem - e a Renda Bruta Recebida do
Exterior (RR) – parcela dos rendimentos que os nacionais (pessoas ou empresas), instalados em outro país, remetem para o país em análise. Como exemplo de envio
de renda ao exterior, temos o percentual do lucro que uma empresa
norte-americana instalada no Brasil envia para sua sede nos EUA, ou a parcela da renda de um americano residente no Brasil que é remetida para os EUA. Do outro lado, como exemplo de recebimento de renda do
exterior, temos a empresa brasileira atuante no mercado norte-americano que remete parte de seus lucros para a matriz instalada no Brasil, ou parte da renda dos brasileiros residentes nos EUA que é remetida para a economia brasileira.
Pois então, por que a RLEE é um indicador do papel de determinado
país no mercado internacional? Basta pensarmos nos exemplos dados de maneira
mais ampla. Países com muitas multinacionais e trabalhadores espalhados pelo
mundo tendem a receber uma enorme quantia de renda desses nacionais, o que faz
com que, na maioria das vezes, sua RLEE seja negativa (é o caso dos EUA). Já
países que fazem o papel de fornecedores de espaço e mão-de-obra para empresas
internacionais instalarem fábricas de alta tecnologia em seu território são,
geralmente, caracterizados por terem uma RLEE positiva (como é o caso do Brasil).
Isso faz com que o Brasil, por ter o PIB > PNB, prefira utilizar o PIB (Produto Interno Bruto) como principal indicador de crescimento econômico, já que o PIB é dado pelo PNB (Produto Nacional Bruto) acrescido da RLEE (RE - RR), onde a RLEE > 0. Por outro lado, países que possuem RLEE < 0, tendem a utilizar, como indicador de crescimento, o PNB, uma vez que, nesse caso, se terá PNB > PIB.
Isso faz com que o Brasil, por ter o PIB > PNB, prefira utilizar o PIB (Produto Interno Bruto) como principal indicador de crescimento econômico, já que o PIB é dado pelo PNB (Produto Nacional Bruto) acrescido da RLEE (RE - RR), onde a RLEE > 0. Por outro lado, países que possuem RLEE < 0, tendem a utilizar, como indicador de crescimento, o PNB, uma vez que, nesse caso, se terá PNB > PIB.
domingo, 15 de outubro de 2017
Após 02 anos de queda, comércio dá boas-vindas ao 12 de outubro
Dessa vez as expectativas dos comerciantes se concretizaram: houve um aumento de 2,7% em relação ao ano de 2016 nas vendas do "Dia das crianças", data em que os varejistas possuem a segunda maior venda do semestre, atrás apenas do Natal.
A reportagem vinculada pelo site " O Globo" mostra que, segundo pesquisas do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Logistas), as pessoas presentearam mais as crianças do que os pais, cujo levantamento no mês deles demonstrou queda de 0,5% em comparação ao ano passado.
O resultado apresentado é, de fato, considerado bom, haja vista que a data registrou nos anos de 2016 e 2015 queda de 4,2% e 3,4%, respectivamente, os quais muitos atribuem ser consequência da crise econômica. Porém, a Fecomércio RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), por exemplo, havia projetado um crescimento na ordem de 7% em todo o país em relação ao ano de 2016.
A pesquisa também aponta como gasto médio com os presentes o quantum de R$194,00 (cento e noventa e quatro reais), os quais foram despendidos, principalmente, entre brinquedos e roupas e calçados.
Confiram os demais levantamentos: Resultado está relacionado à melhora da atividade econômica e reaquecimento gradual do mercado de trabalho
A reportagem vinculada pelo site " O Globo" mostra que, segundo pesquisas do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Logistas), as pessoas presentearam mais as crianças do que os pais, cujo levantamento no mês deles demonstrou queda de 0,5% em comparação ao ano passado.
O resultado apresentado é, de fato, considerado bom, haja vista que a data registrou nos anos de 2016 e 2015 queda de 4,2% e 3,4%, respectivamente, os quais muitos atribuem ser consequência da crise econômica. Porém, a Fecomércio RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), por exemplo, havia projetado um crescimento na ordem de 7% em todo o país em relação ao ano de 2016.
A pesquisa também aponta como gasto médio com os presentes o quantum de R$194,00 (cento e noventa e quatro reais), os quais foram despendidos, principalmente, entre brinquedos e roupas e calçados.
Confiram os demais levantamentos: Resultado está relacionado à melhora da atividade econômica e reaquecimento gradual do mercado de trabalho
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Análise de Conjuntura Econômica traz um balanço positivo
Segundo Sérgio de Oliveira Birchal, PhD e Pós Doutor em Economia pela London School of Economics (Inglaterra), os resultados da economia brasileira até esse mês (setembro de 2017), nos habilita afirmar que a economia superou a crise de 2015 e 2016 e que o crescimento para o ano de 2017 e de 2018 deve ocorrer de forma sustentada.
Depois da pior crise econômica da história brasileira, começam a surgir dados que apontam que a crise está sendo superada. O crescimento ainda deve ser lento e gradual ao longo do próximo ano, mas é possível afirmar com certeza que a economia vem reagindo. Segundo o Banco Central (BC), a inflação deve encerrar o ano em 3,2%. No entanto, pesquisa realizada pelo próprio BC, aponta que as expectativas do mercado são de que a inflação termine o ano abaixo do piso da meta (3%). Isso terá um efeito positivo para a economia, uma vez que aumenta o poder aquisitivo da população, além de permitir uma queda ainda mais vigorosa da taxa de juros.
A mesma pesquisa do BC (relatório da Focus) mostra que a expectativa é de que a Taxa Selic encerre o ano em 7%, tornando os investimentos financeiros mais atrativos, o que deve impulsionar os investimentos na economia real. Além disso, a queda da taxa de juros deve ter um impacto positivo sobre o estoque de dívidas das famílias e das empresas, além de aliviar o peso da dívida interna do governo.
Outro dado importante que sustenta esta análise são os dados relativos ao emprego, indicador que sempre é o último a apresentar resultados positivos depois de uma crise. Segundo o IBGE, no 2º trimestre de 2017, a taxa de desocupação foi de 13,0%, com retração em todas as grandes regiões, exceto no Nordeste, onde houve estabilidade na geração de empregos. Os principais destaques ficaram por conta da região Norte (com queda de 14,2% para 12,5%) e Centro-Oeste (de 12,0% para 10,6%). As outras taxas foram: Nordeste (de 16,3% para 15,8%), Sudeste (de 14,2% para 13,6%) e Sul (de 9,3% para 8,4%). Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação.
Pelo lado fiscal também há boas notícias. Segundo a Receita Federal, a arrecadação federal em agosto deste ano teve uma elevação real (descontada a inflação) de 10,48%, em comparação com agosto de 2016. O mais importante é que esta reação da arrecadação se deu, principalmente, em função do maior nível de atividade econômica no Brasil. Apesar da boa notícia, esta reação não deve aliviar as contas públicas no curto prazo, mas, mantido este ritmo, as receitas do governo devem aliviar o problema fiscal do país no médio prazo (de um a dois anos).
Pelo lado do comércio exterior, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o resultado parcial da balança comercial até o dia 24 de setembro, que somou US$51,94 bilhões no acumulado de 2017. Ainda segundo o MDIC, o saldo comercial acumulado neste ano supera o resultado positivo apurado em todo o ano passado (US$47,7 bilhões), que era o maior da série histórica (com início em 1989).
Finalmente, a expectativa do mercado segundo o relatório da Focus do BC para o crescimento do PIB em 2017 e 2018 se elevou novamente, sendo esperado um crescimento de 0,68% para este ano e de 2,30% para 2018. Segundo o IBGE, o desempenho da atividade industrial mostra que a indústria brasileira teve um crescimento de 2,5% nos últimos 12 meses (julho de 2017 contra julho de 2016). No acumulado do ano de 2017, a indústria apresenta um crescimento de 0,8%, com crescimento em quase todos os segmentos. Os destaques ficam por conta da indústria de bens duráveis e de bens de capital. Este último dado mostra que o setor industrial está voltando a investir na produção, o que sustenta a afirmação anterior de que deverá haver um aumento maior dos investimentos na economia, em detrimento dos investimentos financeiros.
Finalmente, os investimentos externos diretos na economia brasileira, deve bater um novo recorde, totalizando 75 bilhões de dólares.
Finalmente, os investimentos externos diretos na economia brasileira, deve bater um novo recorde, totalizando 75 bilhões de dólares.
Em resumo, mesmo que o desempenho da economia brasileira em 2017 esteja longe de reverter os resultados altamente negativos dos dois últimos anos (2015 e 2016), é possível afirmar que a economia superou a crise e que as expectativas é de uma retomada sustentada do crescimento econômico, mesmo com todas as incertezas no campo político.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Atalho para o mercado de trabalho: o curso técnico
Como tentativa de desviar de ser alvo da crise econômica, há orientações para o direcionamento daqueles que desejam ser inseridos no mercado de trabalho mais rapidamente nos cursos técnicos. Isso porque muitas empresas reduzem seus postos de emprego com o fito de substituí-los, em parte, por profissionais mais capacitados, ainda que não munidos de diploma de curso superior.
Assim sendo, algumas pesquisas apontam que os egressos em cursos técnicos, logo nos primeiros anos, já são direcionados à empresas que buscam uma mão de obra mais qualificada ou com pretensão de ser. A justificativa para isso é que os cursos técnicos preparam seus estudantes para questões mercadológicas, simulando situações fáticas.
Além disso, alguns sugerem aos que já estão nas faculdades, que conciliem, se possível, os estudos superiores com um técnico na área, a fim de que aprendam na prática o que estudarão, ou vice-versa.
Acompanhem a notícia compartilhada pela Agência Brasil, na qual mostra as vagas abertas e suas remunerações: "Curso técnico pode ajudar a conseguir emprego em meio à crise"
Assim sendo, algumas pesquisas apontam que os egressos em cursos técnicos, logo nos primeiros anos, já são direcionados à empresas que buscam uma mão de obra mais qualificada ou com pretensão de ser. A justificativa para isso é que os cursos técnicos preparam seus estudantes para questões mercadológicas, simulando situações fáticas.
Além disso, alguns sugerem aos que já estão nas faculdades, que conciliem, se possível, os estudos superiores com um técnico na área, a fim de que aprendam na prática o que estudarão, ou vice-versa.
Acompanhem a notícia compartilhada pela Agência Brasil, na qual mostra as vagas abertas e suas remunerações: "Curso técnico pode ajudar a conseguir emprego em meio à crise"
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