sexta-feira, 24 de março de 2017

Especialistas respondem as principais dúvidas dos trabalhadores sobre a Terceirização Irrestrita

        Foi aprovada ontem na Câmara dos Deputados o projeto de lei que libera a terceirização irrestrita. Esse projeto de lei prevê mudanças nas regras de contratos temporários de trabalhadores terceirizados, tendo como destaques a extensão da possibilidade de contrato temporário de três para nove meses (seis meses mais uma prorrogação por 90 dias), sem garantia de um tempo mínimo para renovação do contrato após o fim desse período; e a ampliação da oferta desses serviços tanto para atividades-meio (já permitidas hoje em dia), que incluem funções como limpeza, vigilância, manutenção e contabilidade, quanto para atividades-fim, que incluem as atividades essenciais e específicas para o ramo de exploração de uma determinada empresa.
        O fato é que esse projeto de lei vem causando muita divergência de opiniões, sendo que os trabalhadores terceirizados temem atitudes de má fé por parte dos empregadores, opinião essa defendida pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) - "Elas funcionam por um ano, depois fecham, dão calote em todo mundo e são reabertas com outro nome." -, enquanto há os que acreditem que as mudanças nas regras serão positivas para a flexibilização da terceirização e para a regulamentação da prestação de serviços temporários, agilizando o processo de contratação e permitindo a criação e ocupação de vagas de trabalho mais rapidamente.
        Segue, no link abaixo, a notícia na íntegra bem como uma lista com as principais dúvidas dos trabalhadores e a resposta de especialista.
 
 
 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Na contramão da Crise: receitas da Unimed JF aumentam

        A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art.196, assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado. De tal modo, o SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado em 1998 para promover o acesso universal a esse serviço. No entanto, devido ao déficit de recursos, não apenas financeiros como humanos e técnicos, cresce em meio à Crise Econômica a saúde privada.
       Alguns apontam que esse acréscimo, vale dizer, entre as classes C e D, já que as A e B já possuíam o benefício privado, ocorre por causa da piora do atendimento do SUS, uma vez que o sistema não suporta a quantidade inflada de pacientes e o baixo número de profissionais da área, a infraestrutura precária e a demora nos atendimentos.
      É esse o panorama apresentado em nossa cidade, na qual o plano de saúde Unimed eleva sua clientela, apesar do desemprego. Confiram a reportagem na íntegra: Plano de Saúde Privado registra alta de 12% em JF



sexta-feira, 17 de março de 2017

Aeroporto de primeira classe



A notícia que se destacou nos noticiários durante a semana foi a da concessão de quatro importantes aeroportos internacionais espalhados pelo Brasil: em Salvador, Florianópolis, Porto Alegre e Fortaleza. O leilão foi uma iniciativa do governo Temer que visa iniciar um longo processo de privatizações. Entre os arrematantes, três grupos estrangeiros com vasta experiência no ramo da aviação civil: a francesa Vinci, a alemã Fraport e a suiça Zurich. A primeira ficou com o aeroporto de Salvador, Fraport com Fortaleza e Porto Alegre e a última com Florianópolis. A arrecadação soma 3,72 bilhões de reais, superando às expectativas do governo, e as concessões variam de 25 a 30 anos.

A concessão é um divisor de opiniões. Por um lado, a sensação de perda de "nossas" riquezas aos estrangeiros, por outro, a conformação de que as privatizações podem trazer excelentes resultados para o bem estar do povo brasileiro. E cá entre nós, para quem estuda economia é difícil aceitar a primeira.

O cenário atual é de aeroportos sem infraestrutura para atender a demanda. Obras não concluídas, terminais abandonados, escadas e esteiras rolantes paradas por falta de manutenção, banheiros em péssimo estado de conservação, falta de placas informativas e por aí vai. Para quem vive no Brasil, são fatos recorrentes na esfera pública, mas para muitos estrangeiros, uma calamidade, e, portanto, uma excelente oportunidade para geração de riquezas. Logo, o interesse desses grupos.

Até aí já entendemos. As firmas investirão nos aeroportos objetivando um retorno muito maior no futuro. Mas como nós, brasileiros, ganhamos com isso? Então, vamos lá.

A entrada desses grupos permitirá reformas estruturais que irão beneficiar todos os consumidores. Quem antes perdia tempo, conforto e paciência nos aeroportos, irá agora experimentar uma nova experiência: serviço de qualidade. Isso irá gerar maior credibilidade à longo prazo, estimulando o aumento de demanda, afinal, consumidores satisfeitos atraem mais consumidores. O aumento de demanda resultará em impactos significativos nas receitas, proporcionando novos investimentos. Além disso, os grupos com vasto conhecimento no setor, sabem melhor que os atuais operadores como otimizar os processos e os recursos para gerar um fluxo eficiente de operações.

Resumindo, o brasileiro pode até estar acostumado com serviços precários, mas gostar já é outra história. Basta deixar que o tempo mostre aos receosos as externalidades positivas que tais concessões irão trazer. Afinal, nada mais claro nesse panorama do que um dos princípios econômicos: o mercado pode ser bom para todos.


Fonte dos dados:






quinta-feira, 16 de março de 2017

Boas-vindas, saudações aos antigos seguidores e Reforma da Previdência

        Primeiramente, gostaria de dar as boas vindas aos novos alunos da disciplina ECO034 e saudar os seguidores que continuam a acompanhar o nosso Blog! Estamos de volta, e agora com a participação de um novo membro, Pedro Lopes, ocupando o lugar de nossa colega Graciele Carneiro, que teve que se ausentar do Blog esse período. Vamos voltar então já tratando de um assunto que vem criando muita controvérsia e polêmica: a Reforma da Previdência Social.
        Ontem (15/03/17), presenciou-se uma grande manifestação em todo o território nacional contra a Nova Previdência, com protestos a pé, paralisação do sistema de transportes, não funcionamento de escolas e universidades públicas, dentre outros. A seguir, seguirá uma breve explicação de como essa proposta afetará a vida do trabalhador(a) brasileiro(a) e de qual será a economia para os cofres públicos caso essa reforma seja aprovada.
       Em relação a idade mínima para se aposentar, principal mudança que pode ser promovida, o governo propõe adoção da idade mínima de 65 anos tanto para homens, quanto para mulheres, além de aumentar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos, tanto para homens, quanto para mulheres também. Hoje, o trabalhador pode se aposentar por idade aos 65 anos, se tiver contribuído por pelo menos 15 anos para o INSS. Assim, a fórmula atualmente adotada seria substituída por essas novas regras, que terão um impacto significativo na diminuição do déficit orçamentário, mas que gerarão muitas críticas.Vale ressaltar que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não estabelecem uma idade mínima para a aposentadoria. Até existe uma aposentadoria por idade (mínimo de 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres, desde que tenham contribuído por pelo menos 15 anos), mas, para a maioria, serve a aposentadoria por tempo de contribuição (vale atualmente a fórmula 85/95, que demanda pelo menos 30 anos de contribuição).
        Em relação a economia desejada pelo governo, o mesmo alega que a reforma se faz necessária pelo crescimento do rombo nas contas da Previdência. Em 2013, o déficit da previdência equivalia a 0,9% do PIB; em 2016, chegou a 2,4% do PIB (R$149 bilhões). Esse aumento forte e rápido se explica pela crise econômica deflagrada em 2015, que aumentou o desemprego, diminuindo o número de contribuintes. O peso dos gastos previdenciários no orçamento também é considerado muito grande: 27% das despesas do governo foram destinadas para pagar os seus benefícios, segundo o Mosaico do Orçamento da FGV.
        Concluindo, essa reforma possui claramente pontos negativos e positivos, passando para muitos a impressão de que 'nunca irão se aposentar', porém também se mostrando necessária pela não sustentabilidade financeira das atuais regras de aposentadoria.
        Mais informações sobre a Reforma da Previdência podem ser visualizadas no link a seguir:

Reforma da Previdência: entenda os principais pontos





segunda-feira, 13 de março de 2017

Boas-vindas!

    Bem-vindos à disciplina ECO034, pessoal! 

    O objetivo desta é perpassar pelos pontos mais importantes da micro e macroeconomia e, para isso, esse blog é utilizado para fornecer mais uma oportunidade de esclarecerem dúvidas e acompanharem algumas notícias, além de interagirem com a gente, monitores. 
   Nesse espaço vocês encontram temas diversos, relacionados com a matéria ministrada pelo prof. Ângelo em sala de aula ou considerados relevantes para o atual cenário econômico no qual vivemos. Dessa forma, é importante ressaltar que quaisquer sugestões de conteúdo podem ser enviadas por vocês, sendo as críticas construtivas muito bem-vindas!
    Por fim, os monitores da ECO034 estão desde já disponíveis para auxiliá-los nessa etapa e desejam um ótimo período letivo! Os horários de plantão em breve serão divulgados nesse link

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Levantamentos prevêm quanto os consumidores gastarão nesse Natal

        O ano chegou ao fim e, consequentemente, chegaram os dias de festividades, momentos em que as famílias e amigos se reúnem para celebrar o nascimento de Jesus, matar a saudade dos entes queridos e também, vão às compras para fazer uma ceia bem recheada de alimentos e bebidas e comprar presentes e vestuários. Porém, para isso, é necessário desembolsar um valor em dinheiro. Segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 8 em cada 10 pessoas pretendem participar de confraternizações este ano (82,3%) entre amigos e/ou familiares, sendo que tais confraternizações serão feitas predominantemente em casa (35,3%), mas também nas casas de parentes (21,6%), na casa dos pais (18,0%) e na casa de amigos (7,4%). Os consumidores devem gastar em média R$167,90 com a ceia e/ou almoço de confraternização - valor que aumenta para R$ 196,15 entre os homens.
        Com relação aos presentes, de acordo com um levantamento do Mercado Livre realizado em parceria com a Netquest, 66% dos brasileiros pretendem presentear até três pessoas e 34% vão presentear quatro ou mais pessoas neste Natal. Com relação aos valores dos presentes, 37% dos entrevistados disseram que vão gastar até R$100,00 por presente, já apenas 13% afirmaram que vão gastar até R$500,00. Com relação a gastos complementares às confraternizações, 63,9% pretendem comprar roupas, sapatos ou acessórios novos para celebrar o Natal sendo o gasto médio de R$230,74 com os itens - com valores maiores observados entre os homens (R$263,11).
        Esse texto foi feito utilizando-se dados fornecidos pelas notícias que podem ser acessadas nos links abaixo

Consumidores devem gastar em média R$ 168 na festa de Natal

Brasileiro vai dar no máximo três presentes de Natal em 2016

        Aproveito a oportunidade para vos desejar um Natal e um ano novo cheio de união, paz, harmonia, realizações, felicidades e tudo o que há de bom para acontecer em nossas vidas! Aproveito, também, para avisá-los que estarei, assim como minhas colegas de blog Graciele Carneiro e Mariane Inhan, de férias até março. Abraços a todos!

 
        

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Veja o que pode mudar se a PEC 287 for aprovada!

A PEC 287 é a " PEC da Aposentadoria". É ela quem estipula as novas regras que circunstanciarão os contribuintes que se promulgada atingirá os com idade inferior a 45 anos.
A matéria vinculada no site Politize traz uma posição bem definida (quer seja: a opinião a favor da mudança) mas em contrapartida expõe de maneira clara como poderão ser os novos parâmetros se aprovados pelo Congresso Nacional. A notícia é completa, e traz todas as propostas:
Idade mínima para aposentar (65/60); Tempo mínimo de contribuição (25); Tabela progressiva (49 - 100%); Servidores Públicos (65/60); Revisão das regras para pensões (50%); Proibição do acúmulo de benefícios; Uniformidade das regras para homens e mulheres (25); Aposentadoria Rural (65/60).
Confiram:  Reforma da Previdência: entenda os principais pontos

Extraído do site http://www.politize.com.br