Assim como será aprofundado na disciplina Economia (ECO034) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) nas próximas aulas, variações na oferta e na demanda de determinado produto ou serviço têm efeito direto sobre o preço desse produto ou serviço. Um ótimo exemplo desse efeito pode ser percebido no mercado de melancias na última semana. Com boa oferta e demanda enfraquecida, as cotações de melancia recuaram na semana passada em todo o país. É o que diz uma matéria do site Notícias Agrícolas publicada no último dia 21.
Impulsionada por uma colheita volumosa em várias partes do país, a oferta de melancia se elevou consideravelmente. Aliada a isso, a demanda por essa fruta rasteira em um dos maiores pólos consumidores do país, São Paulo, apresentou queda nesse período. O resultado não poderia ser outro: o preço do fruto despencou, já que a variação do preço e da demanda são proporcionais e a variação da oferta e do preço são inversamente proporcionais (vide gráfico de preço x quantidade para diferentes situações de oferta e de demanda!).
A notícia na íntegra pode ser acessada através do link Melancia: Com boa oferta e demanda enfraquecida, preços caem.
Espaço para interação e discussão com os alunos da disciplina de economia introdutória (ECO034) oferecida pela Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora, sob orientação do Prof. Ângelo Cardoso Pereira.
terça-feira, 26 de março de 2019
terça-feira, 27 de novembro de 2018
A 'caixa-preta' do BNDES
"Se
o povo brasileiro acha que o Petrolão foi o maior escândalo de todos os tempos
do país, esperem até ver o que fizeram no BNDES", dizia uma imagem que viralizou no WhatsApp dias
antes do segundo turno das eleições presidenciais. A imagem vinha acompanhada de
diversas outras que mostravam supostas obras financiadas pelo banco no exterior
- algumas com a frase "ah, se fosse no Nordeste", com o símbolo $ no
lugar do "s". Em postagem no Twitter em 8 de novembro, Bolsonaro
assumiu o compromisso de "abrir a caixa-preta do BNDES" logo no
início do governo, e "revelar ao povo brasileiro o que feito com seu
dinheiro nos últimos anos".
A
resposta simples é que o banco, de fato, mantinha muitos dados em segredo e se
recusava a fornecer informações. Mas isso mudou a partir de 2015, após grande
pressão da imprensa e de órgãos de controle. Desde então, o BNDES divulga
detalhes sobre seus empréstimos - não só os atuais, mas também os passados,
englobando as operações feitas durante os governos do PT.
"O
BNDES está sendo muito sincero e transparente sobre o que está acontecendo no
banco. Por incrível que pareça, o BNDES está hoje até mais avançado que outros
bancos internacionais", explica Sérgio Lazzarini, economista do Insper,
que estuda a relação entre os setores público e privado e analisa dados do
banco há mais de uma década.
O
Tribunal de Contas da União (TCU), órgão federal que fiscaliza as contas
públicas, diz que passou a receber do banco "todas as informações que lhe
foram requisitadas" - diferentemente do que ocorria antes de 2015, quando
"diversas informações e documentos solicitados pelo tribunal eram negadas
pelo BNDES". TCU e BNDES lançam neste mês, inclusive, uma nova plataforma
de dados, mostrando o fluxo de desembolsos de cada empréstimo ao longo do
tempo.
Assim,
a maior parte das informações que os críticos pleiteiam já está disponível
online. Por outro lado, há quem queira mais detalhes, como informações sobre a
análise de risco sobre os tomadores de empréstimo. No entanto, o BNDES alega
que esses dados são protegidos por sigilo fiscal e bancário e que sua
divulgação traria consequências para o mercado de capitais. Em outras palavras,
ao ter sua classificação de risco divulgada, as empresas podem ter seus
negócios impactados. A decisão sobre divulgar ou não esses dados está sendo
analisada pela Justiça.
Para ler mais sobre o assunto, acesse: Existe uma 'caixa-preta' do BNDES, como diz Bolsonaro?
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Demanda fraca do petróleo causa queda em seu preço
"Quando o mercado acionário cai 8 ou 9%, isso tende a evocar imagens de uma economia global fraca e isso alimenta as expectativas de uma demanda de petróleo mais fraca do que o esperado." - Jim Ritterbusch, dono da Ritterbusch and Associates.
Isso mostra o efeito da demanda sobre o preço dos produtos, comprovando a teoria explicada em sala de aula sobre Oferta x Demanda. A medida que se observa uma diminuição na demanda por um produto, verifica-se também, normalmente, a queda do preço do mesmo. No caso apresentado, isso não é diferente. Com rumores de uma demanda baixa por petróleo, percebeu-se uma queda de 6% no preço do mesmo nessa terça-feira (20).
Os preços do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) encerraram a sessão em queda de US$3,77, ou 6,6%, a US$53,43 por barril. O contrato chegou a cair 7,7% durante a sessão, e tocou US$52,77 o barril, a menor cotação desde outubro de 2017.
Mais informações podem ser obtidas acessando-se o link a seguir
Preços do petróleo caem 6%, com preocupações sobre demanda
Isso mostra o efeito da demanda sobre o preço dos produtos, comprovando a teoria explicada em sala de aula sobre Oferta x Demanda. A medida que se observa uma diminuição na demanda por um produto, verifica-se também, normalmente, a queda do preço do mesmo. No caso apresentado, isso não é diferente. Com rumores de uma demanda baixa por petróleo, percebeu-se uma queda de 6% no preço do mesmo nessa terça-feira (20).
Os preços do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) encerraram a sessão em queda de US$3,77, ou 6,6%, a US$53,43 por barril. O contrato chegou a cair 7,7% durante a sessão, e tocou US$52,77 o barril, a menor cotação desde outubro de 2017.
Mais informações podem ser obtidas acessando-se o link a seguir
Preços do petróleo caem 6%, com preocupações sobre demanda
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Paulo Guedes afirma que renegociar dívida pública está 'fora de questão'
Indicado para o cargo de ministro da Economia do futuro governo Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes afirmou na terça-feira, dia 6, que está "fora de questão" a nova gestão renegociar a dívida pública. Bolsonaro disse, em entrevista à Band, na segunda-feira, que a dívida interna não é "impagável", mas precisa ser renegociada. Na entrevista, o presidente eleito falou que, "um bom ministro da Economia" poderia conduzir essas renegociações de forma bastante responsável.
O futuro ministro da Economia ressaltou que houve um mal-entendido por parte de Bolsonaro. Segundo Paulo Guedes, "não se pensa nisso", ainda que exista uma preocupação do novo governo com a dívida pública. "Durante a campanha, falei que tinha uma despesa de juros demasiada, de US$ 100 bilhões por ano. [...] Falei tantas vezes que o presidente pode ter entendido que íamos renegociar a dívida, mas isso está fora de questão", declarou a jornalistas.
O futuro ministro da Fazenda também declarou que o novo governo vai sondar a atual legislatura do Congresso Nacional para ver se é possível aprovar o texto da reforma da Previdência apresentado pelo presidente Michel Temer. "Vamos sondar a classe política para ver se conseguimos aprovar isso [atual versão da reforma]. Do ponto de vista econômico, é extraordinário. É um bom fecho para o governo anterior, você desentope o horizonte de dúvidas e o Brasil já entra crescendo no ano que vem", declarou Guedes.
Caso não seja possível aprovar a atual versão da reforma da Previdência, o futuro comandante da economia afirmou que o próximo governo apresentará uma proposta diferente. Guedes defendeu a implantação de um regime de capitalização, no qual o cidadão deve poupar para garantir sua própria aposentadoria. No modelo atual, de repartição, os trabalhadores atuais pagam os benefícios dos aposentados.
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Para ler mais sobre o assunto, acesse: Futuro ministro da Economia, Paulo Guedes diz que está 'fora de questão' renegociar dívida pública
sábado, 3 de novembro de 2018
Entenda o que é o PIB e o PNB
O crescimento de um país é algo que interessa a todos os cidadãos do mesmo, o que, em parte, significa maior produção da Indústria e da Agropecuária e maior atividade nos Serviços. Com isso, há uma tendência a se observar um declínio da taxa de desemprego e um aumento na confiança de empresários estrangeiros que cogitam investir no Brasil. Portanto, é de muito interesse se ter uma forma de medir o crescimento de um país, e, para isso, existe o PIB (Produto Interno Bruto) e o PNB (Produto Nacional Bruto).
Apesar de esses dois índices possuírem o objetivo de medir o crescimento de determinado território em um intervalo de tempo (geralmente utilizado para medir o crescimento de um país em um ano ou trimestre), os dois diferem entre si por um considerar um fator e o outro desconsiderá-lo (PIB e PNB, respectivamente). Esse fator é a RLEE (Renda Líquida Enviada ao Exterior), que é a medida de tudo aquilo que empresas e pessoas naturais de outros países que não sejam aqueles onde o crescimento está sendo medido, produzem. Sendo assim, um país que possua muitas empresas multinacionais em seu território (como é o caso do Brasil) tende a utilizar o PIB como medidor de crescimento, já que a renda que a sede dessas empresas no exterior recebe será computada no cálculo, aumentando o seu valor. Por outro lado, países que possuem muitas empresas nacionais com filiais no exterior tendem a utilizar o PNB como indicador de crescimento, já que o somatório de renda enviado por estrangeiros para fora do país não será de grandeza muito impactante.
É importante esclarecer que a RLEE trata-se da subtração da Renda Bruta Enviada ao Exterior pela Renda Bruta Recebida do Exterior, podendo ela, portanto, ser de sinal negativo, como seria no caso de países com muitas empresas sediadas em seu território com filias no exterior.
Para mais informações sobre PIB e PNB, acesse o link da matéria a seguir:
Entenda o que é o PIB e como ele é calculado
Apesar de esses dois índices possuírem o objetivo de medir o crescimento de determinado território em um intervalo de tempo (geralmente utilizado para medir o crescimento de um país em um ano ou trimestre), os dois diferem entre si por um considerar um fator e o outro desconsiderá-lo (PIB e PNB, respectivamente). Esse fator é a RLEE (Renda Líquida Enviada ao Exterior), que é a medida de tudo aquilo que empresas e pessoas naturais de outros países que não sejam aqueles onde o crescimento está sendo medido, produzem. Sendo assim, um país que possua muitas empresas multinacionais em seu território (como é o caso do Brasil) tende a utilizar o PIB como medidor de crescimento, já que a renda que a sede dessas empresas no exterior recebe será computada no cálculo, aumentando o seu valor. Por outro lado, países que possuem muitas empresas nacionais com filiais no exterior tendem a utilizar o PNB como indicador de crescimento, já que o somatório de renda enviado por estrangeiros para fora do país não será de grandeza muito impactante.
É importante esclarecer que a RLEE trata-se da subtração da Renda Bruta Enviada ao Exterior pela Renda Bruta Recebida do Exterior, podendo ela, portanto, ser de sinal negativo, como seria no caso de países com muitas empresas sediadas em seu território com filias no exterior.
Para mais informações sobre PIB e PNB, acesse o link da matéria a seguir:
Entenda o que é o PIB e como ele é calculado
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Ambev registra queda nas vendas de cerveja
A Ambev teve lucro líquido
ajustado de R$ 2,892 bilhões no terceiro trimestre, com queda de 10,2% na
comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 11
bilhões no trimestre, crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2017. O
volume de cerveja vendido no 3º trimestre, entretanto, caiu 2,4% na comparação
com o 3º trimestre de 2017.
Segundo a Ambev, a receita
líquida subiu em todas as suas operações: Brasil (2,1%), América Central e
Caribe (16,5%), América Latina Sul (13,9%) e Canadá (0,4%). A companhia
destacou, entretanto, que as vendas foram impactadas por volumes fracos na
Argentina, que passou a ser considerada uma economia altamente inflacionária.
No Brasil, a queda das vendas
foi ainda maior, de 3,1%, ficando "abaixo do mercado de cerveja, o qual
contraiu aproximadamente 2,5%, de acordo com nossas estimativas", disse a
Ambev, acrescentando que o aumento dos preços pesou no volume vendido.
A queda do volume comercializado
pela Ambev tem sido compensada pelo crescimento das cervejas premium e mais
caras da Ambev. Segundo o balanço, as marcas Budweiser, Stella Artois e Corona
tiveram um crescimento conjunto de volume de mais de 40% no terceiro trimestre
no Brasil e continuaram em alta a nível mundial, com avanço de 7,7%.
Para
ler mais sobre o assunto, acesse a notícia na íntegra: Ambev registra lucro de
R$ 2,9 bilhões no 3º trimestre com queda nas vendas de cerveja
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Brasil 'perdeu' 36 mil milionários esse ano
Segundo relatório do banco suíço Credit Suisse, o número de brasileiros com mais de US$1 milhão recuou 19% em 2018 na comparação com 2017, caindo de 190 mil para 154 mil felizardos. No entanto, esse recuo se deve em boa parte pela desvalorização do Real frente ao Dólar (12,5% de desvalorização desde outubro de 2017), visto que a moeda de medição do banco é o Dólar americano (US$).
O relatório aponta ainda que o Brasil tem cerca de 3 milhões de pessoas entre os 10% mais ricos do mundo, e 184 mil pessoas entre os 1% mais ricos do globo. Porém, ainda assim, o Brasil possui uma parcela maior de sua população com menos de US$10 mil do que a média observada no mundo como um todo (74% no Brasil contra 64% na média global), resultado do alto nível de desigualdade do país segundo o banco criador do relatório. O banco estima que o 1% mais rico entre os brasileiros detenham 43% da riqueza das famílias do Brasil.
Entre os países analisados, o Brasil foi o que mais perdeu riqueza de 2017 para 2018 (US$380 bilhões), seguido pela Turquia e Argentina (ambos com uma perda de US$130 bilhões). No entanto, essa perda também foi, principalmente, influenciada pela desvalorização cambial do Real frente ao Dólar.
Bom. Essa matéria com certeza desperta uma reflexão por parte do leitor sobre a eficácia das medidas cambiais tomadas pelo Governo no último ano e sobre a proporcionalidade da distribuição de renda no país. Fica a dúvida: será que não tem algo errado nas decisões governamentais para que o Brasil tenha sido o país que mais perdeu riqueza de 2017 para cá? E será que não seria melhor se o 1% das pessoas mais ricas do Brasil soltasse mais esse dinheiro através de investimentos em diversas áreas? Enquanto isso não acontece, nos basta amargar tais números negativos.
A notícia na íntegra pode ser acessada pelo link a seguir: Brasil 'perdeu' 36 mil milionários em 2018, diz relatório.
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