Ontem (13/09), a PF (Polícia Federal) cumpriu um mandato de prisão ao CEO (Chefe Executivo de Ofício) da JBS, Wesley Batista, cumprindo ordem da Justiça Federal de São Paulo que acusou Wesley e seu irmão, Joesley Batista, de manipulação do mercado financeiro por saberem o que ocorreria no mesmo após a delação premiada de Joesley. Porém, antes de explicarmos o por que das investigações terem chegado a essa conclusão, você precisa entender como funciona o mercado financeiro.
O mercado financeiro é, por definição, um ambiente de compra e venda de valores mobiliários (ações, opções, títulos), câmbio (moedas estrangeiras) e mercadorias (ouro, produtos agrícolas). Nessa negociações, estão envolvidas diversas instituições, que facilitam o encontro entre agentes e regulam e fiscalizam as transações. Nele, o investidor é aquele que dispõe de dinheiro sobrando e que deseja multiplicá-lo, comprando ações de determiada empresa quando acham que as mesmas se valorizarão para futura revenda (ou o contrário), comprando moedas que os mesmos acreditam que sofrerão valorização para futura revenda (ou o contrário), dentre outras ações possíveis.
Portanto, a tese da PF é que os irmãos Batista sabiam que quando o acordo de delação premiada viesse à tona, as ações da JBS iriam se desvalorizar. Além disso, previam que as acusações envolvendo o presidente da República e outros políticos diminuiriam a confiança do mercado, aumentando a aversão ao risco — o que faz cair os preços dos papéis das empresas brasileiras listadas na bolsa e aumenta a procura por dólar, valorizando a moeda americana.
No mercado de câmbio, eles atuaram comprando contratos futuros de dólar, posicionando-se para lucrar com a valorização da moeda americana. Isso teria beneficiado tanto os irmãos Batista quanto a própria JBS.
A notícia da prisão de Wesley Batista com informações complementares de sua justificativa pode ser acessada pelo link a seguir
Entenda a denúncia que levou à prisão de Wesley Batista, presidente da JBS
Espaço para interação e discussão com os alunos da disciplina de economia introdutória (ECO034) oferecida pela Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora, sob orientação do Prof. Ângelo Cardoso Pereira.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
Despesas com pessoal aumentam no Governo Temer
É isso mesmo, minha gente! Apesar dos gastos públicos terem sido reduzidos em 1,5% desde quando Temer assumiu a presidência, ainda que interinamente, em maio de 2016, as despesas com pessoal tiveram alta significativa.
Isso porque o atual presidente concedeu um reajuste considerável para parcela dos funcionários públicos, mais precisamente aos servidores do Poder Judiciário, que angariaram um aumento de um pouco mais de 40% em seus salários e em 12% a remuneração dos servidores do MPU. Além disso, não se pode olvidar que houve um aumento de 5% nos cargos comissionados e nas funções de confiança e gratificações. Isso tudo gerou um gasto com pessoal na ordem de R$270 bilhões!
Dessa forma, é possível concluir que apesar do Ministério do Planejamento ter, em tese, como intuito principal o equilíbrio fiscal e o crescimento econômico, os números financeiros apontam o contrário.
Exemplo disso é o Programa de Demissão Voluntária (PDV), o qual possui o condão de reduzir a despesa com pessoal, que, contudo, não encontra respaldo com os atos do governo: A meta é reduzir 5 mil vagas com esse plano, mas entre janeiro e julho do corrente ano já houve uma elevação de 7 mil funcionários públicos.
Por todo o exposto e outros fatores, a arrecadação deste ano foi inferior ao previsto e, inclusive, o Governo já solicitou ao Congresso Nacional autorização para fechar o ano com um rombo maior do que o planejado, com um déficit de cerca de R$160 bilhões!!!
Confiram a opinião de alguns especialistas no assunto na íntegra da reportagem produzida pelo G1: "Dados do Tesouro apontam que as despesas com funcionalismo aumentaram"
Isso porque o atual presidente concedeu um reajuste considerável para parcela dos funcionários públicos, mais precisamente aos servidores do Poder Judiciário, que angariaram um aumento de um pouco mais de 40% em seus salários e em 12% a remuneração dos servidores do MPU. Além disso, não se pode olvidar que houve um aumento de 5% nos cargos comissionados e nas funções de confiança e gratificações. Isso tudo gerou um gasto com pessoal na ordem de R$270 bilhões!
Dessa forma, é possível concluir que apesar do Ministério do Planejamento ter, em tese, como intuito principal o equilíbrio fiscal e o crescimento econômico, os números financeiros apontam o contrário.
Exemplo disso é o Programa de Demissão Voluntária (PDV), o qual possui o condão de reduzir a despesa com pessoal, que, contudo, não encontra respaldo com os atos do governo: A meta é reduzir 5 mil vagas com esse plano, mas entre janeiro e julho do corrente ano já houve uma elevação de 7 mil funcionários públicos.
Por todo o exposto e outros fatores, a arrecadação deste ano foi inferior ao previsto e, inclusive, o Governo já solicitou ao Congresso Nacional autorização para fechar o ano com um rombo maior do que o planejado, com um déficit de cerca de R$160 bilhões!!!
Confiram a opinião de alguns especialistas no assunto na íntegra da reportagem produzida pelo G1: "Dados do Tesouro apontam que as despesas com funcionalismo aumentaram"
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Você é um poupador ou um mão-de-vaca?
Quando se trata de economizar e juntar dinheiro, nos deparamos com diferentes artimanhas utilizadas pelas pessoas para fazê-los. Quem nunca escutou de um amigo: "Estou andando de moto e estou economizando x reais de gasolina por semana." ou "Nunca bebo nesse bar! Bebo no buteco do fulano. A cerveja lá é tantos reais."? Muitas vezes podemos discordar por acharmos tais atitudes mesquinharia, pão-durismo. E podemos estar certos...ou não. Então, há um limite em diferentes atitudes que diferem o poupador do avarento.
Por exemplo, aquela pessoa que reserva alguns minutos do seu dia apenas para apreciar os números de seu extrato bancário no app do celular: forte candidato a avarento! Dinheiro serve a propósitos e não deve ser objeto de culto. Outro exemplo: uma pessoa que deseja ganhar dinheiro, desejo esse relacionado a recompensas como status, comodidade, formar família. Esse não necessariamente é um sujeito avarento, e pode ser, na verdade, um poupador sagaz.
Resumindo, juntar dinheiro, economizar, isso é necessário, nos previne em momentos de dificuldade, nos livra da escassez e garante tranquilidade. Porém, todo excesso é ruim. Guardar demais, sem nenhum objetivo, por exemplo. Há na história figuras clássicas que acumularam grandes riquezas mas que nunca desfrutaram das mesmas. Do que adiantou?
A matéria na íntegra pode ser acessada pelo link a seguir
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
A Economia comportamental e o agir irracional
Bem-vindos, pessoal!
A postagem de hoje tem por objetivo demonstrar como nós reagimos diariamente a estímulos, comprovando alguns princípios sistematizados pela Economia. Além disso, visa proporcionar uma reflexão acerca da interdisciplinariedade entre as diversas esferas de conhecimento, que, no caso, tratam-se, principalmente, da Economia e da Psicologia.
Desse modo, trazemos um breve vídeo ilustrativo produzido pelo "TED Talks" e alguns exemplos práticos acerca de uma constatação: pessoas racionais reagem a incentivos.
A notícia vinculada pela Exame faz um resumo sobre o tema apresentado por Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental americano, um dos criadores da série (Dis)Honesty, que debate o porquê de assumirmos algumas atitudes em detrimento de outras em contextos semelhantes. Como exemplo, temos a resposta sobre o "Por que a porcentagem de motoristas registrados como doadores de órgãos é de 4% na Dinamarca e de 100% na Áustria?", dentre outras questões vinculadas à companhias em festas, ilusão de ótica e aquisições de produtos.
Confiram a conclusão externalizada pelo professor norteamericano Dan Ariely e a dinâmica por ele apresentada: Exame.abril: como os incentivos explicam da perda de peso ao suicídio
A postagem de hoje tem por objetivo demonstrar como nós reagimos diariamente a estímulos, comprovando alguns princípios sistematizados pela Economia. Além disso, visa proporcionar uma reflexão acerca da interdisciplinariedade entre as diversas esferas de conhecimento, que, no caso, tratam-se, principalmente, da Economia e da Psicologia.
Desse modo, trazemos um breve vídeo ilustrativo produzido pelo "TED Talks" e alguns exemplos práticos acerca de uma constatação: pessoas racionais reagem a incentivos.
A notícia vinculada pela Exame faz um resumo sobre o tema apresentado por Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental americano, um dos criadores da série (Dis)Honesty, que debate o porquê de assumirmos algumas atitudes em detrimento de outras em contextos semelhantes. Como exemplo, temos a resposta sobre o "Por que a porcentagem de motoristas registrados como doadores de órgãos é de 4% na Dinamarca e de 100% na Áustria?", dentre outras questões vinculadas à companhias em festas, ilusão de ótica e aquisições de produtos.
Confiram a conclusão externalizada pelo professor norteamericano Dan Ariely e a dinâmica por ele apresentada: Exame.abril: como os incentivos explicam da perda de peso ao suicídio
Extraída de https://negocios.umcomo.com.br/artigo/como-ser-o-funcionario-do-mes-14631.html
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
PIB registra crescimento medíocre
Na volta das atividades do blog, vamos recomeçar falando de um dos indicadores mais importantes do crescimento de um país: o PIB. Mais especificamente, vamos falar do PIB do Brasil nos dois primeiros trimestres desse ano. Vale lembrar que o PIB é a soma de tudo o que é produzido em determinado território em um dado período de tempo.
A notícia na íntegra pode ser acessada pelo link:
Meirelles comemora 'prévia' do PIB, mas não descarta retração no 2º trimestre
O Banco Central divulgou a 'prévia' do PIB para o segundo trimestre do ano para 0,25%. Porém, para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o valor oficial pode vir um pouco acima de zero, zero, ou até mesmo registrando um resultado levemente negativo. Mesmo sendo um valor aparentemente baixo, o ministro comemorou o resultado, afirmando que isso comprova que a economia está em processo de recuperação e que o país já voltou a crescer. O ministro ainda justificou que o baixo valor do índice é consequência de um relativamente elevado aumento do PIB registrado no primeiro trimestre do ano (1,21%). Segundo palavras dele "O IBGE pode dar um índice próximo de zero e quem sabe até um pouco negativo por causa do índice de crescimento muito forte no primeiro trimestre.". O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o resultado oficial no dia 1º de setembro.
No entanto o crescimento que eu e, acredito eu, que a maioria dos brasileiros gostariam de ver, está longe de ser observado. Para que isso ocorra, faz-se necessário um visível aquecimento das atividades das diversas esferas da economia (indústria, comércio, agropecuária, construção civil, etc) e isso só será alcançado com competência do Governo em gerir os recursos financeiros, aplicando-os de maneira responsável e de maneira que o investimento gere um retorno positivo no que diz à geração de empregos, melhoria da renda, aumento das atividades comercias e industrias, aumento das exportações via maior competitividade e aumento tecnológico da indústria nacional, dentre outros tantos fatores que fazem a engrenagem da economia girar no sentido certo e mover com ela tantas outras que trazem benefícios para toda a população.A notícia na íntegra pode ser acessada pelo link:
Meirelles comemora 'prévia' do PIB, mas não descarta retração no 2º trimestre
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Taxa de Câmbio: além do valor do Real
Sempre quando se pensa em taxa de câmbio, a primeira coisa que vem na cabeça de muita gente é "ah, isso serve pra indicar o quanto o Real está valendo!". Espera. Nem isso vem na sua cabeça? Calma então que vou te explicar. Analiticamente, a taxa de câmbio entre dois países A e B, que utilizem α e β como unidades monetárias de pagamento, pode ser assim expressa:
λ = __x α__ ,
y β
onde λ é a taxa de câmbio e x e y são, respectivamente, as quantidades de moeda dos países A e B utilizadas no processo de troca. Com isso, ao se igualar as quantidades x e y, encontra-se o valor relativo de 1 moeda de determinado país com 1 moeda de outro. Por exemplo, hoje o dólar está cotado a R$3,3146, isso porque a taxa de câmbio hoje é dada por,
λ = __ 1 (US$3,3146)____.
1 (R$1,00)
Isso significa que hoje conseguimos, com R$1,00, comprar US$0,3017. Mas então é só isso que a taxa de câmbio indica? Não.
Com a taxa de câmbio, pode-se ter uma boa ideia de como se comportará o comércio exterior, e, para a surpresa de muitos, quanto mais desvalorizado estiver o real frente a moedas estrangeiras, mais as exportações serão impulsionadas. Isso porque, com a desvalorização cambial (valorização de moedas estrangeiras frente ao real), a taxa de câmbio sobe. Com isso, compradores estrangeiros, com os mesmos dólares (tomando o dólar como exemplo), passam a conseguir comprar mais produtos brasileiros. Logo, exportadores tendem a exportar mais e importadores pagarão mais reais por dólar, tendendo a importar menos. Um exemplo prático pode ser acessado pelo link a seguir
Volatilidade do câmbio deixa setor calçadista em compasso de espera.
Aproveito para informar que estamos entrando de férias, voltando as atividades do blog no próximo mês. Até lá!
λ = __x α__ ,
y β
onde λ é a taxa de câmbio e x e y são, respectivamente, as quantidades de moeda dos países A e B utilizadas no processo de troca. Com isso, ao se igualar as quantidades x e y, encontra-se o valor relativo de 1 moeda de determinado país com 1 moeda de outro. Por exemplo, hoje o dólar está cotado a R$3,3146, isso porque a taxa de câmbio hoje é dada por,
λ = __ 1 (US$3,3146)____.
1 (R$1,00)
Isso significa que hoje conseguimos, com R$1,00, comprar US$0,3017. Mas então é só isso que a taxa de câmbio indica? Não.
Com a taxa de câmbio, pode-se ter uma boa ideia de como se comportará o comércio exterior, e, para a surpresa de muitos, quanto mais desvalorizado estiver o real frente a moedas estrangeiras, mais as exportações serão impulsionadas. Isso porque, com a desvalorização cambial (valorização de moedas estrangeiras frente ao real), a taxa de câmbio sobe. Com isso, compradores estrangeiros, com os mesmos dólares (tomando o dólar como exemplo), passam a conseguir comprar mais produtos brasileiros. Logo, exportadores tendem a exportar mais e importadores pagarão mais reais por dólar, tendendo a importar menos. Um exemplo prático pode ser acessado pelo link a seguir
Volatilidade do câmbio deixa setor calçadista em compasso de espera.
Aproveito para informar que estamos entrando de férias, voltando as atividades do blog no próximo mês. Até lá!
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Reforma Previdenciária ou aumento de tributos?
O atual governo já se manifestou: se a reforma previdenciária não for aprovada, o aumento de tributos será a solução.
Na última sexta-feira (30), o atual secretário-executivo do ministro da Fazenda, Eduardo Reginetti Guardia, explicitou a necessidade de aumentar tributos e rever alguns subsídios, além da possibilidade de reduzir o alcance do Simples Nacional. Outra mudança a ser proposta é sobre o PIS/Cofins e o ICMS, sendo esses dois tributos o alvo central do governo que, segundo Guardia, era a oportunidade de "avançar rapidamente". Confiram a reportagem na íntegra: Governo prepara mudanças em tributos no 2º semestre!
Sobre o tema: revejam postagem anterior desse blog:
São mais de 90 tributos no Brasil Você não leu errado. São mais de 90 tributos em vigor no País. E é acerca dessa questão, que intriga a população como um todo, o assunto deste dia. Hoje o blog traz a temática e sistematiza de forma resumida quais são os tributos brasileiros. A reportagem é do G1 e fornece de uma maneira bem didática e dinâmica uma explicação e várias curiosidades dessa matéria. Vale a pena conferir. Tudo que você queria saber sobre tributos
Na última sexta-feira (30), o atual secretário-executivo do ministro da Fazenda, Eduardo Reginetti Guardia, explicitou a necessidade de aumentar tributos e rever alguns subsídios, além da possibilidade de reduzir o alcance do Simples Nacional. Outra mudança a ser proposta é sobre o PIS/Cofins e o ICMS, sendo esses dois tributos o alvo central do governo que, segundo Guardia, era a oportunidade de "avançar rapidamente". Confiram a reportagem na íntegra: Governo prepara mudanças em tributos no 2º semestre!
Sobre o tema: revejam postagem anterior desse blog:
São mais de 90 tributos no Brasil Você não leu errado. São mais de 90 tributos em vigor no País. E é acerca dessa questão, que intriga a população como um todo, o assunto deste dia. Hoje o blog traz a temática e sistematiza de forma resumida quais são os tributos brasileiros. A reportagem é do G1 e fornece de uma maneira bem didática e dinâmica uma explicação e várias curiosidades dessa matéria. Vale a pena conferir. Tudo que você queria saber sobre tributos
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