sexta-feira, 18 de maio de 2018

PIB X PNB

        Como visto em sala de aula na disciplina ECO034 (Economia) da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), o PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicadores econômicos de uma região (geralmente um país) e é dado por:

    PIB = C + I + G + (X - M), com

C: Consumo Familiar;
I: Investimento Privado, ou seja, gastos das empresas;
G: Gasto Governamental; e
(X - M): Balança Comercial, que é o resultado das exportações menos o valor das importações.
     
        Porém, existe um outro indicador financeiro de grande importância, principalmente para os países mais desenvolvidos: o PNB (Produto Nacional Bruto). Este consiste em tudo aquilo que é produzido em determinado território (renda devido à produção) em um período de tempo decrescido da Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE), ou seja 

PNB = PIB - RLEE.

        A RLEE consiste na diferença entre toda a renda que é enviada ao exterior por empresas estrangeiras com filiais instaladas em território nacional e toda a renda que é recebida do exterior pela matriz de empresas nacionais que possuem filiais instaladas no exterior, ou seja,

RLEE = REE - RRE, com

REE: Renda Enviada ao Exterior; e
RRE: Renda Recebida do Exterior.

        Mais informações podem ser obtidas lendo-se a matéria "Qual a diferença entre PIB e PNB?" .




        

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Inúteis: a nova classe de pessoas

        Já pensou se encontrar numa situação em que aquilo que você sabe fazer é agora feito por robôs e você não consegue se reinventar e se qualificar para as funções demandadas por um mundo cada vez mais automatizado? Então, isso é o que ocorrerá com uma boa parcela da sociedade até 2050, segundo Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor do livro 'Sapiens - Uma Breve História da Humanidade'.
        Segundo Yuval, com o avanço da inteligência artificial, muitos profissionais não apenas ficarão desempregados, como também não serão mais empregáveis. Com isso, uma nova classe de pessoas se formará, a qual ele chama de 'inúteis' (então, a música do Ultraje a Rigor fará ainda mais sentido, concorda?) em seu artigo publicado no The Guardian, intitulado 'O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho'. O interessante é a capacidade do autor em explicar como essa parcela da sociedade se manterá satisfeita e ocupada, nos mostrando o quanto uma grande parte da sociedade atual já vive em estado muito parecido com o que essa parcela viverá.
        Ele explica que as pessoas se entreterão através de jogos de realidade virtual em 3D, jogos esses que ele compara com as religiões: "Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos (...)". Porém, uma comparação ainda mais ampla que ele faz com tais jogos é com o consumismo. Na sociedade atual, se você compra carros novos, roupas de grife, viaja para o exterior nas férias, você está somando pontos e, assim, 'ganhando' de várias pessoas da sociedade.
        O professor finaliza seu raciocínio dizendo que o sentido da vida sempre foi uma história ficcional criada por humanos, e que o fim do trabalho não significará necessariamente o fim do mesmo, sendo que ele será encontrado no mundo pós-trabalho na realidade virtual criada por computadores ou por religiões e ideologias: "Você realmente quer viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, perseguindo metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Goste disso ou não, esse já é o mundo que vivemos há centenas de anos.".
        A matéria na íntegra pode ser acessada pelo link a seguir

        "Uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis"


sábado, 5 de maio de 2018

Juros argentinos sobem para 40%, a maior taxa nominal do mundo

Em uma tentativa de conter a escalada do dólar diante de uma saída de capitais que desvalorizou a moeda argentina em 8% em uma semana, o Banco Central argentino aumentou a taxa básica de juros de 27,5% para 40% – a maior taxa nominal do mundo. Ao todo, foram três anúncios de alta dos juros em um intervalo de oito dias (do dia 27 de abril ao dia 4 de maio). 

O BC argentino vinha perdendo credibilidade desde o fim de dezembro, quando a equipe econômica de Macri anunciou que deixaria de perseguir uma inflação ao redor de 10% e passaria a ter 15% como meta, em uma tentativa de aumentar o ritmo de crescimento da economia. Apesar de o mercado já não acreditar que esses números seriam atingidos – a inflação em 2017 ficou em 24,8% e as projeções para 2018 são de mais de 20% –, a interpretação foi de que o controle da inflação havia deixado de ser prioridade. 

Também contribuíram para o caos desta semana a avaliação de que os déficits das contas públicas e das contas externas continuam altos e a criação de um novo imposto sobre ganhos financeiros de investidores estrangeiros. De acordo com o economista Martín Redrado, ex-presidente do Banco Central, esse cenário doméstico foi responsável por 60% da crise. Os outros 40% decorreram da valorização do dólar em relação a moedas de países emergentes. 

A medida conseguiu acalmar o mercado, mas economistas falam em possibilidade de novas altas. 

A matéria completa pode ser acessada no link a seguir:


terça-feira, 1 de maio de 2018

5 das empresas mais valiosas da América Latina são brasileiras

        Apesar da presença majoritária de empresas brasileiras no top 10, em termos de valorização, o índice é dominado pelo México, que pela quinta vez consecutiva é o país que tem empresas respondendo por 35% do ranking total. Enquanto isso, as marcas brasileiras estão respondendo por 34%. O índice deste ano reflete um aumento de 18% na valorização das marcas da região, sendo deu valor global é de US$ 130,8 bilhões.

1. Corona (empresa mexicana): É a cerveja importada mais consumida em 50 dos 120 países em que é comercializada. Seu valor é de US$ 8,292 bilhões.

2. Skol (empresa brasileira): Em 2016 e 2017, a cerveja Skol, que pertence à AB InBev, foi a marca mais valiosa da América Latina. Seu atual valor é de US$ 8,263 bilhões.

3. Bradesco (empresa brasileira): Aumentou seu valor em termos percentuais em 58% no último ano, sendo seu valor atualmente de US$ 7,018 bilhões.

4. Itaú (empresa brasileira)

5. Telcel (empresa mexicana)

6. Falabella (empresa chilena)

7. Cerveja Brahma (empresa brasileira)

8. TV Globo (empresa brasileira)

9. Águila (empresa colombiana)

10. Bodega Aurrerá (empresa mexicana)
   

     Para saber mais, a reportagem completa pode ser lida em:
As 10 marcas mais valiosas da América Latina (5 são brasileiras)

terça-feira, 24 de abril de 2018

Emprego na Construção Civil tem queda

        Parece que o setor da Construção Civil não está botando muita fé na recuperação da Economia, e, com isso, deixa a mesma sem um grande aliado para que uma alavancada nos índices econômicos sejam observados. Seja por indefinição nas eleições deste ano, seja por comportamento inconvincente da recuperação econômica, o fato é que o setor registrou uma queda de 4,19% no nível de emprego de fevereiro quando comparado ao do ano passado, diz a Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).
        Ainda pela pesquisa realizada em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), desconsiderando-se efeitos sazonais, o nível de emprego no setor caiu 0,52% em fevereiro em comparação com janeiro. As regiões que apresentaram maiores índices de demissões no setor nesse período foram a Norte (-1,9%), Sudeste (-0,19%) e Nordeste (-0,03%). Por outro lado, as regiões Sul e Centro-Oeste elevaram em 0,43% e 0,42%, respectivamente, o saldo de trabalhadores.
        Fiquemos, portanto, na esperança e busca por dias melhores, quando os empresários tenham certeza de que será vantajoso e viável construir, e quando os consumidores tenham, de fato, potencial financeiro para obter um imóvel novo. É o que muitos brasileiros merecem.
        A matéria na íntegra pode ser acessada pelo link a seguir

Nível de emprego na construção civil cai 4,19% em fevereiro ante um ano atrás, diz Sinduscon-SP


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Guerra Comercial: ameaça ao comércio internacional

        Nas últimas semanas, tem-se escutado muito falar sobre sobretaxas que o governo norte americano deseja impor sobre alumínio e aço importado de diversos países, inclusive do Brasil. Porém, tal imposição não agradou nem um pouco uma outra grande potência econômica mundial: a China. Desde que os Estados Unidos decidiram por cobrar a sobretaxa de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a importação de alumínio, no dia 8 de março desse ano, a China travou uma queda de braços para proteger sua economia e tentar fazer com que o presidente dos EUA, Donald Trump, volte atrás. Porém, até agora a única resposta por parte do governo americano tem sido tomar outras medidas prejudiciais à economia chinesa. Segue o cronograma de ações tomadas pelos dois países após a sobretaxação dos produtos metalúrgicos:

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual;

2 de abril de 2018: em resposta à taxação, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, arros, aviões, carne e produtos químicos;

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e o alumínio. No mesmo dia, Trump propõe sobretaxar em mais US$100 bilhões produtos chineses.
 
        Tais anúncios intensificaram os temores de que a rivalidade afete o comércio internacional. O Fed (Federal Reserve), banco central americano, expressou preocupação na última reunião de seu comitê monetário sobre os riscos que representaria uma guerra comercial para a economia dos próprios Estados Unidos, segundo um relatório divulgado nesta quarta (11): "Uma ampla maioria dos participantes (...) considera a perspectiva de represálias comerciais por parte de outro país como um risco de baixa para a economia dos Estados Unidos." - destacam as atas da reunião de política monetária do Fed, realizada no dia 21 de março.
        A matéria na íntegra pode ser acessada via o link a seguir

Perspectiva de guerra comercial traz risco para a economia dos EUA, diz Fed
       


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Possível fusão entre Embraer e Boeing

  Em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) na tarde desta segunda-feira (2), sindicalistas se manifestaram contra uma possível fusão entre a Embraer e a Boeing. No final do ano passado, a imprensa noticiou uma negociação entre a empresa brasileira e a multinacional aérea americana para criar uma nova empresa focada na aviação comercial.
  Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Herbert Claros, o tema não está sendo tratado pelo governo com a devida atenção. Ele pediu que o governo atue em favor do Brasil e exerça seu poder de veto diante da negociação. Claros lembrou que a empresa não será privatizada, “porque esse processo já ocorreu em 1994”, com o governo apenas mantendo o controle acionário. 
   Para o sindicalista, o sucesso da Embraer permanece “por conta do dinheiro público” e acrescentou que a empresa precisa ser “reestatizada”. Segundo Claros, por meio de financiamentos do BNDES, medidas de isenção de folha de pagamento e outros incentivos, o governo brasileiro contribuiu com cerca de US$ 24 bilhões com a Embraer nos últimos oito anos. 
  — Não faz sentido querer vender por US$ 6 bilhões. Temos todos os motivos para dizer que essa empresa tem que ser brasileira — afirmou. 
   A audiência foi sugerida e dirigida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Paim sugeriu que os sindicatos façam um documento, com suas posições sobre o negócio entre a Boeing e a Embraer, acrescentando que a CDH enviará o documento para a Embraer e para o governo.