segunda-feira, 8 de março de 2021

As mulheres e a recuperação da economia

 

 mulheres, maternidade e vida corporativa

 Nesse 8 de março (Dia Internacional das Mulheres), cabe refletir a situação social e econômica atual das mulheres, bem como seu papel para o progresso do mundo que conhecemos. As mulheres compõe, em média, 70% dos profissionais da linha de frente além de trabalharem, semanalmente, 21 horas em tarefas domésticas. Além disso, 45,6% delas não possuem emprego formal e as que possuem carteira assinada recebem menos de 78% do salário dos homens. Destaca-se a situação da mulher negra, que enfrenta as maiores disparidades com relação à situação econômica dos homens.

 Como se sabe, a pandemia da Covid-19 trouxe grandes barreiras para o avanço da economia mundial e, segundo a matéria, acredita-se que haveria impactos positivos na recuperação econômica se a situação das mulheres fosse equivalente a dos homens. Dados de estudos mostram que a equidade total de gênero pode adicionar 28 trilhões de dólares à economia global, quase um terço do PIB do mundo de 2020.

Confira mais em: Equidade de gênero nas empresas é fundamental para recuperar a economia

segunda-feira, 1 de março de 2021

Bitcoin e sua relação com os combustíveis fósseis

 

    


    O Bitcoin é a mais antiga e mais valiosa cripto moeda da atualidade tendo a promessa de fazer transações instantaneamente para qualquer lugar do mundo. O sistema, ao contrário das moedas tradicionais que são emitidas e controladas pelos diversos países, funciona sem o controle de um ente centralizador contando com a própria comunidade de usuários para garantir o seu funcionamento.

     Esse ativo tem ganhado fama pelo seu preço extremamente volátil fazendo com que pessoas tenham seu patrimônio multiplicado várias vezes num curto período. Nos últimos tempos houve uma aumento da adesão de consagrados players do mercado na utilização do ativo, sendo o último caso a compra dessa moeda pela empresa de carros elétricos Tesla, o que gerou uma nova alta no preço do ativo.

    No entanto, algo pouco conhecido é o gasto de energia elétrica que é necessário para manter a rede em funcionamento. Segundo um recente levantamento feito pela Universidade de Cambridge, o gasto anual de energia elétrica do Bitcoin é de  445 terawatts-hora, sendo esse valor maior do consumo de energia da  Argentina. Outro fator preocupante é a parcela significativa desse montante que é gerada por meio da queima de combustíveis fósseis. 

    Para saber mais sobre o tema clique aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Brasil cria 142 mil postos formais de trabalho em 2020, diz governo

 

   

 Segundo o recente levantamento realizado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(CAGED) divulgado na última quinta-feira(28), o país no último ano registrou 15.116.221 contratações e 15.023.531 demissões e, com isso no ano de 2020 o saldo foi positivo de 142.690 empregos com carteira assinada.  

    Ademais, 2020 foi o terceiro ano consecutivo com a geração de empregos formais. No entanto, este apresentou o pior resultado desde 2017, no qual foram fechadas 20.832 vagas. Porém, é valido lembrar que num ano em que as previsões dos economistas estimam uma queda do PIB na ordem de 4,3% esse pode ser considerado um bom saldo. 

     Se for considerado uma análise setorial da economia é possível notar que o setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia, pois houve uma perda de 132.584 postos. Já o setor da construção civil foi o que apresentou o melhor resultado com uma adição de 112.174 novos empregos. Partindo para uma análise das regiões do país, todas tiveram um saldo positivo no ano analisando menos a região sudeste.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Inflação para mais pobres chega a 6,22% em 2020, estima Ipea

 







    No recente relatório disponibilizado pelo IPEA foi constatado que a inflação de preços ,referente ao ano de 2020, para população de renda mais baixa foi a que teve maior alteração. A pesquisa calculou o índice de preços para cestas de consumo de grupos separados por renda sendo a faixa menor os indivíduos que possuem renda domiciliar de até R$1.650,50, enquanto o grupo de renda mais elevado têm renda domiciliar acima dos R$16 .509,66.
Também é relatado que, “embora tenha se mantido em dezembro o padrão inflacionário presente nos últimos meses, o reajuste da energia elétrica e a alta nos preços dos serviços livres se revelaram focos de pressão adicionais no orçamento das famílias”. Para se ter uma ideia, a porcentagem desses gastos para as famílias de baixa renda corresponde a 37% do orçamento, enquanto para as famílias de alta renda, essa cifra é de 15%
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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Entrevista com Richard Thaler, pioneiro da Economia Comportamental


Operador de investimentos

 

 O prêmio Nobel de economia, Richard Thaler, concedeu uma entrevista via e-mail ao Estadão, na qual são discutidos alguns assuntos relacionados principalmente à atual pandemia, sob o escopo da Economia Comportamental. Thaler trata de assuntos como os impactos da crise, temas relacionados aos seus livros e o mercado financeiro.

Em sua abordagem sobre a pandemia, adota um visão alheia à realidade brasileira, mas fornece uma visão geral sintetizada de como Thaler interpreta a dos Estados Unidos. Ele atesta ser nítida a mudança de comportamento econômico dos consumidores e fornece como exemplo as passagens de avião e refeições em restaurantes.

Quando é perguntado sobre alguns conceitos dos seus estudos e de colegas na área, defende a visão de que a maioria das pessoas é ingênua em muitos aspectos sobre seu bem estar financeiro. Reforça também a ideia de que o termo "irracionalidade" não é um demérito aos seres humanos: "Não é que as pessoas são burras. O mundo é que é duro."

Já quanto ao mercado financeiro, a frase que encabeça a reportagem é "o maior erro dos excessos de investidores é o excesso de confiança", pronunciada quando Thaler trata sobre recomendações relacionadas ao comportamento dos especuladores do mercado. 

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Incerteza e desigualdade para o próximo ano


     No recente relatório divulgado nesta sexta-feira(13) pelo Banco Central(Bacen) foi constatado que a possível recuperação da economia brasileira para o ano que vem pode apresentar recuperação desigual tanto em relação aos setores analisados quanto nas diferentes regiões do país. 
       Primeiramente, foi destacado pela instituição de que a evolução da pandemia, os gastos públicos e o fim do auxílio emergencial em dezembro, geram uma grande dificuldade para gerar previsões para o ano de 2021.Contudo, foi relatado que os programas de recomposição de renda causaram a retomada do consumo de bens. Porém, imensas atividades do setor de serviços, principalmente as que necessita, o contato físico permanecem bastante prejudicadas.
    Ademais, o relatório destaca que houve diferença na retoma da economia se for considerado as diferentes regiões do país devido, possivelmente, a estrutura produtiva distinta, diferenças do aumento da mobilidade ou dos impulsos dos programas emergenciais. 
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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Redução do auxílio emergencial provoca queda do consumo e da inflação



A redução do valor do auxílio emergencial provocou uma contração das vendas em supermercados - fator ampliado pela inflação crescente. As famílias têm enxugado os gastos com compras, que comportamento que contrapõe os altos gastos com mercados e estoques de alimento em estágios passados da pandemia, cortando quase completamente os gastos supérfluos.

A redução do consumo e um horizonte sem perspectiva de aumento no emprego tende a esfriar os níveis de preço por causa da reação dos produtores de desacelerar os ajustes de preços. Desse modo, vemos pela primeira vez uma ruptura das tendências economias que se mantinham desde o começo da pandemia com as primeiras parcelas do auxílio emergencial.

 Veja mais em: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/10/30/inflacao-e-reducao-do-auxilio-emergencial-ja-derrubam-vendas-nos-supermercados.htm

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Profissionais seguem otimistas com emprego e renda, mas temem riscos do trabalho presencial


                                                              


Na recente pesquisa realizada pelo Linkedin a confiança do trabalhador subiu pela terceira vez seguida, o índice se  alterou positivamente em 4 pontos no último mês sendo que este pode variar entre -100  e 100. Se for analisado os componentes do índice separadamente, houve uma variação de 6 pontos no quesito de segurança quanto ao próprio emprego, um aumento de 4 pontos nas perspectivas financeira e uma queda de 3 pontos nas chances de progressão na carreira.  

A pesquisa ainda relata que embora as grandes empresas estejam no momento mais adaptadas no trabalho remoto, há uma maior chance das pequenas empresas conseguem no longo prazo se adaptar melhor num modelo híbrido, no qual uma parcela da força de trabalho frequentar o escritório algumas vezes por semana enquanto os demais continuaram no home office permanentemente.

Por fim, é feita uma separação por geração no qual, as pessoas  mais de 55 anos têm maior probabilidade de terem sua renda reduzidas por causa da pandemia e possuem a maior taxa de redução de horas de trabalho. Já a geração Z tem acumulada maior dívidas enquanto a geração X tem o maior índice de demissão. 

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Por que viver mais é bom para a economia?

 

O aumento da expectativa de vida pode ser uma grande oportunidade para a chamada ?economia da longevidade? - Alamy  

    Com a melhoras das tecnologias e dos recursos destinados à saúde, a longevidade das pessoas vêm aumentando cada vez mais. Dados indicam que, em 2018, a população idosa mundial passou a ser mais numerosa do que a de crianças com menos de cinco anos. À contramão do esperado, a maior expectativa de vida traz consigo um maior bem-estar para pessoas com idade cada vez mais avançada.

    Viver mais e com saúde pode garantir uma maior força de trabalho, o que gera mais renda para a economia. 8 trilhões de dólares foram gerados por americanos com 50 anos ou mais em 2015 (um ano cujo PIB dos EUA foi de 18 trilhões). A participação dessa população para o aumento da produtividade tende a elevar o bem-estar da sociedade como um todo e contribuir para a renda dos países.

    No entanto, não é apenas com mão de obra que a população idosa contribui para a economia. Eles também são um público consumidor que pode se beneficiar muito do sistema de economia sob demanda que nasceu com a chegada dos millenials à idade produtiva. Diversas das necessidades e dificuldades que a velhice trás podem ser atendidas por meio de um mercado atento a essas demandas.

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Home Office: Uma nova Perspectiva

 



Como foi discutido em aula, mudanças tecnológicas são um dos principais fatores que induzem o crescimento econômico. Embora, a pandemia tenha causado uma forte queda no PIB brasileiro, está também pode ser um catalisador para algumas mudanças nas relações de trabalho no Brasil, principalmente com a implementação do chamado home office. 

A pandemia do COVID-19 causou uma mudança significativa na rotina de trabalho de um grande número de brasileiros, segundo a reportagem, são mais de 8 milhões de pessoas que ainda estão trabalhando em casa por todo o Brasil. No entanto, esse número representa apenas 10% da população economicamente ativa e demonstra, mais uma vez, as desigualdades do país pois, 57,9% desses trabalhadores estão situados na região Sudeste, 64,5% se declararam de cor branca e 78,5% possuem ensino superior completo.

Neste aspecto, considerando a parcela da poluição que faz o home office, uma recente pesquisa demonstrou que essa prática pode alterar significativamente a renda das famílias. Segundo esta, a economia dos gastos em itens como transporte, alimentação e vestuário, podem acarretar numa queda de 8% das despesas mensais. Se for considerada a renda mensal disponível( rendimentos total descontadas as despesas) isso pode gerar um aumento de 43,4%.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

PIB e PNB: saiba diferenciá-los

        Sempre que se pensa em um indicador de crescimento do Brasil, o PIB (Produto Interno Bruto), para muitos, é a primeira sigla a se vir na cabeça. Muitos ficam torcendo para que no fim do ano os jornais estejam eufóricos, contando o quão positivo foi o crescimento do PIB naquele ano. O que muitos não sabem dizer é o que significa PNB significa. Pois, já adiantando, fiquem sabendo que é o indicador de crescimento utilizado pelas maiorias dos países desenvolvidos, como Inglaterra, EUA, dentre outros.
        Diferentemente de o que se é considerado na medida do PIB, exclui-se da conta do Produto Nacional Bruto a Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE), ou seja, aquilo que uma empresa ou uma pessoa de outro país do mundo produzem dentro do território a estar sendo considerado, quando uma parcela dessa renda é mandado para o país de origem da empresa ou da pessoa, essa parcela é subtraída do valor do PIB desse país.
        Sabe-se que o PIB é tudo aquilo que é produzido em determinado território durante um intervalo de tempo considerado (mês, trimestre, ano, dentre outros), logo, o PNB pode ser definido como tudo o que é produzido em determinado território durante um período de tempo considerado excluindo-se o que as empresas filiais mandam para suas sedes e o que estrangeiros mandam para seus familiares, amigos ou qualquer outro cidadão do seu país de origem. Matematicamente, o PIB e o PNB podem ser relacionados como segue:

PIB = PNB + RLEE.

        Porém, talvez você esteja se perguntando: por que o Brasil utiliza o PIB como indicador de crescimento e países como Inglaterra e EUA utilizam o PNB? A resposta pode ser verificada acessando-se o link Produto Nacional Bruto (PNB).


sábado, 5 de outubro de 2019

Economia de Dubai: o paraíso também está sujeito à crise?

        Quando se pensa em Dubai, logo se vem na mente a imagem de arranha-céus gigantes, ilhas artificias, carros exóticos e xeiques bilionários com seus tigres de estimação e lanchas. Isso porque a cidade virou uma riquíssima metrópole em poucos anos, como pode ser visto num timelapse feito a partir de imagens tiradas de um satélite, a partir de uma mudança de estratégia dos Emirados Árabes Unidos em ter o turismo e ramos comerciais distintos como fonte de renda para o país, visto a iminente secagem dos poços de petróleo da região.
        Iniciou-se, pois, uma gigante injeção de capital para a possibilitação dessa estratégia econômica para a região. Porém, será que mesmo uma região de grandes riquezas e renome como Dubai está imune à crises econômicas? A resposta é: não! Até mesmo países com as 'costas quentes' podem ter surpresas econômicas desprazerosas, visto a grande conectividade da economia mundial atual e a dinamicidade do mercado econômico.
        Por exemplo,em Dubai, percebeu-se uma diminuição das transações imobiliárias de R$60 bi, que representa 21,5% de toda a receita gerada por essas transações entre os anos de 2017 e 2018. Além disso, o número de turistas à cidade ficou estagnado em 16 milhões nesse mesmo período.
        Para a Capital Economie, consultoria com sede em Londres, Dubai é sensível às tensões comerciais mundiais, à desaceleração regional e à recessão do Irã como consequências das sanções aplicadas pelo governo dos EUA.
        Mais informações podem ser vistas na notícia ''Dubai se esforça para redirecionar sua economia e atrair investimentos estrangeiros''.


domingo, 22 de setembro de 2019

Um Novo Choque do Petróleo.

O ataque a uma refinaria na Arábia Saudita no último sábado causou pânico nos mercados da commoditie. Este causou uma redução de 5,7 milhões de barris por dia ou mais 5% do suprimento mundial e devido a isso, o preço do petróleo teve a maior alta diária desde a Guerra do Golfo.
O ataque foi realizado por um grupo de rebeldes iemenitas que  supostamente recebem apoio do Irã. Causando assim mais instabilidade e aumento a tensão entre os as duas principais potência locais(Irã e Arábia Saudita). O ataque foi motivado pela fato da Arábia Saudita liderar uma coalizão que apoia o governo do Iêmen na lutra contra o grupo rebelde. 
No Brasil, uma possível consequência pode ser o aumento do preço dos combustíveis já que a Petrobras adota uma política de preços atrelada ao preços internacionais do petróleo. Além do que, com o aumento do preço da commoditie  não só há um aumento da arrecadação por parte do governo como também ganhos maiores com os royalties. Ademais, um aumento da incerteza na produção mundial pode aumentar a atratividade pelo leilões do pré-sal que serão feitos até o final do ano.
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domingo, 15 de setembro de 2019

Monopólio: muito bom para poucos e ruim para muitos

        É de ciência da maior parte das pessoas que o monopólio se trata de uma estrutura de mercado na qual uma única empresa domina determinado mercado, e, com isso, na maioria das vezes, consegue atingir lucros exorbitantes sem a necessidade de investir pesado em avanços tecnológicos e inovações comerciais. Muitas das vezes o monopólio é mantido pelo simples fato de não haver nenhum outro grupo com capital suficiente para iniciar um negócio de proporções que atendam a todo um grande mercado (a nível nacional, por exemplo). No entanto, é de se assustar que ainda existam mercados monopolísticos não por falta de concorrentes interessados em participar do mesmo, mas porque há LEIS que garantem à determinada empresa esse privilégio! Isso mesmo, leis que, a grosso modo, visam privilegiar determinadas empresas e que travam a possibilidade de outras prestarem serviços de maior qualidade e mais baratos à população!
        Triste, né? Pois é. Mas foi exatamente uma lei dessas (6.538/78) que foi interpretada como constitucional pelo STF na última discussão sobre a mesma, há dez anos. Caso a história tivesse sido diferente, provavelmente não teríamos visto os Correios sendo usados como fonte de dinheiro para campanhas políticas e pagamentos de propinas para diversos empresários. Isso porque, para se adaptar à concorrência, os Correiros teriam de tornar sua gestão mais eficiente para continuar tendo uma parcela dos clientes que estejam à procura de serviços postais.
        A boa notícia é que foi aberta uma discussão sobre a privatização dos Correios juntamente com o fim do monopólio do mercado de correspondências, fazendo nascer um pontinho de esperança que teremos serviços mais eficientes e mais baratos para postagens em breve. Vai que a moda pega e não acontece isso com a Petrobrás também, ein? = ) Enquanto isso, tem quem ainda apoie um mercado monopolista (aff...), no qual a população não tem a opção por produtos substitutos e há barreiras à entradas de novas firmas, como pode ser lido na notícia a seguir.

O estatismo de Dilma, a provatização dos Correios e a Amazon


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Produtividade e Mercado Informal



No âmbito da discussão de crescimento econômico é de quase unanimidade que a produtividade tem papel central. Esta, pode ser compreendida como o quanto uma economia pode criar de valor com base em vários fatores,como emprego e estoque de capital. 
Com a estagnação da economia brasileira nos últimos anos e por consequência o crescimento do setor informal, o país apresentou queda na produtividade por trabalhador.Esse fenômeno pode ser entendido basicamente pelo número crescente de pessoas que estão subempregados,isso significa que o indivíduo exerce uma função abaixo do que seu nível de qualificação. Um exemplo prático disso é uma pessoa com nível superior que está trabalhando, devido a crise, como motorista de aplicativos.Isso é uma problema para a economia já que nesse emprego, a pessoa não está sendo tão produtiva quanto poderia e, portanto, não agrega seu valor máximo a produção nacional.
Analisando o cenário internacional o quadro é ainda pior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) durante os anos de 2011 e 2018, 78% dos países tiveram um crescimento médio da produtividade superior ao do Brasil, sendo este o pior resultado desde a década de 1950.
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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Acordo Mercosul / União Européia: opiniões diferentes

        No último dia 28 de julho o maior acordo comercial entre os dois maiores blocos econômicos da Europa e da América do Sul foi concretizado, gerando uma série de discussões, muitas delas favoráveis ao acordo firmado e outras bastante pessimistas quanto ao mesmo. Antes que esse acordo fosse concretizado, passaram-se 20 anos de discussões e ajustes de ofertas por ambas as partes até que, em Bruxelas, o acordo é assinado.
        Dentre declarações contrárias e a favor do acordo, destacamos as de uma matéria postada no blog do site Dictomia, que procura levantar temas polêmicos e coletar depoimentos de especialistas do assunto com opiniões contrárias. Nesse assunto em particular, foram coletadas declarações de Márcio Pochmann, economista, professor na Universidade de Campinas (UNICAMP); Vladimir Fernandes Maciel, economista, doutorado em Administração Pública e Governo; e Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e agricultor, coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Agronomia de São Paulo.
        Segundo Márcio Pochmann, a União Européia (UE) terá a primazia de exportar seus produtos manufaturados de maior valor agregado, enquanto o Mercosul se especializará mais na produção de bens de menor valor agregado, que são os bens do agronegócio. Já para Vladimir Fernandes, a agroindústria seria, de fato, beneficiada em detrimentos dos setores industriais, porém, tendo em vista o princípio de vantagens corporativas, isso não seria uma questão negativa, pois se você se especializa naquilo que tem vantagem, consegue utilizar melhor os recursos a longo prazo e ter uma produção mais eficiente e ter uma cesta de consumo mais barata para os consumidores finais. Por último, segundo Roberto Rodrigues, o acordo fez-se relevante ao Brasil, principalmente por estar ausente do jogo do comércio internacional: a ALCA (Área Livre de Comércio das Américas) foi desativada, não há participação na TPP (Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica) e não havia acordos bilateriais importantes.
        Mais informações podem ser obtidas através do link Acordo Mercosul e União Europeia


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Taxa básica de juros brasileira atinge mínima histórica



    A taxa Selic é fundamental em vários aspectos da economia brasileiro, sendo utilizada como base para o cálculo desde o juros do cartão de crédito até o juros pagos pelo governo aos detentores da dívida pública nacional.
  Tendo isso em mente, a decisão de reduzir a taxa Selic de 6,5% para 6,% ,tomada pelo Comitê de Política Monetária(COPOM) na seu último encontro no dia 31 de julho,  é extremamente relevante para o país.Embora já antecipada pelos mercados a decisão foi comemorada por estes. É válido citar alguns impactos práticos desta decisão tais como: a redução do juros do cartão de crédito, uma possível variação positiva no consumo das famílias e a realização de novos investimentos por parte das empresas.
  Porém,como  explica o próprio COPOM a manutenção  e uma possível outro corte de juros depende de tanto fatores internos quanto externos. Das causas externas é válido citar a continuação das reformas econômicas propostas pelo governo e a expectativas de baixa inflação. Já no âmbito externo uma desaceleração da economia global e incertezas causadas principalmente pelo guerra comercial entre os EUA e a China e o Brexit.
    Para saber mais clique aqui.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

O tratado UE-Mercosul


Depois de 20 anos de negociações, o acordo comercial entre a união europeia e o Mercosul foi firmado na ultima sexa-feira(28/6),no entanto,este ainda não entrará em voga imediatamente dependendo da aprovação do parlamento europeu e dos parlamentos nacionais dos estados membros do Mercosul. 
Alguns pontos a serem destacados são a isenção de impostos de aproximadamente 90% dos produtos transacionados  entre os dois blocos,a ampliação do grau de liberdade do comércio de serviços e a possibilidade da participação de empresas desses blocos participarem em licitações públicas nos países membros.  
Para saber mais detalhes clique aqui.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O contingenciamento do orçamento da Educação: uma análise mais criteriosa

        No último dia 30, foi realizada em todo o país, uma série de manifestações contrárias ao contingenciamento de parte do orçamento do Ministério da Educação proposto pelo ministro Abraham Weintraub como parte de uma estratégia do Governo de balancear as contas públicas. Nessas manifestações, não se era difícil visualizar cartazes e faixas que diziam "Não ao corte da Educação!", ou então com alguma referência a uma diminuição de 30% do orçamento de tal Ministério. Nessa postagem, a seguinte análise será realizada: será que, de fato, tais reclamações têm embasamento ou são frutos de informações tendenciosas e repassadas incriteriosamente?
        Vamos aos fatos. O princípio básico da Economia é: não se pode gastar mais do que se ganha. E isso é exatamente o que os Governos anteriores estavam fazendo, resultando na seguinte situação: hoje, o país tem R$5,268 bi e deve R$7,683 bi, ou seja, o Governo tem que economizar! Para isso, restrições devem ser adotadas em relação aos gastos públicos, contingenciando os orçamentos dos Ministérios de maior relevância (em ordem decrescente, Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, Defesa e Trabalho). Muitos dirão "Ah, mas por que não cortam os salários dos deputadores, senadores, etc?". Logicamente, isso deve ser, sim, feito, mas não resolve o problema! Se forem somados os gastos totais do Governo com a Presidência da República, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Supremo Tribunal Federal, o valor obtido representa pouco mais de 20% do orçamento total do Ministério 'mais barato' citado anteriormente (Trabalho).
        No entanto, voltando à análise do contingenciamento da Educação, temos uma proposta de contingenciar R$1,7 bi do orçamento de tal Ministério, sendo que o seu montante é de R$123 bi. Isso representa um impacto de 1,38%. E, explicando: é contingenciamento, não corte! Será mesmo que não dá pra ser mais eficiente e continuar fazendo o mesmo (ou, quem sabe, até mais) com 1,38% a menos? De onde tiraram 30%? A grande mídia realmente se importa com o desenvolvimento intelectual da população? Perguntas que não querem calar...
        Para subsidiar tais informações, acompanhem o raciocínio construído pelo professor da PUC-SP, Giovanni Botelho Colacicco, Orçamento do Brasil em 2019.

   

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Governo apresenta déficit em março


Como já discutido na matéria de economia (ECO034),o governo assim como as empresas e famílias possui suas despesas e sua receitas.Como demonstrado pela matéria do valor econômico,o governo federal no mês de março não consegui ganhos suficientes para suprir suas despesas,ou seja,o resultado foi um déficit. Embora se comparado com o mesmo período do ano passado o déficit tenha sido menor ainda é preocupante que as contas do governo não estejam balanceadas.
Como também já foi tratado em sala de aula,numa conjuntura econômico desfavorável como a atual uma das políticas que podem ser adotadas pelo governo é a de diminuir despesas e aumentar tributos para tentar melhorar a expectativas dos agentes econômicos principalmente no que tange à retomada do investimento.Por fim, é válido ressaltar que o componente principal para o desempenho negativo das contas públicas foram os gastos com a previdência(22,7 bilhões) demonstrando ainda necessidade de uma reforma.